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Ideb: Nas capitais, uma em cada três escolas públicas não cumpriram a meta

Mariana Tokarnia
Da Agência Brasil, em Brasília


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Quase um terço das escolas públicas das capitais brasileiras e do Distrito Federal não apenas não cumpriu a meta do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), como teve uma queda entre 2011 e 2013. São 894 escolas de um total de 2.974 que atendem a estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano. Apenas a cidade de São Paulo não está incluída no levantamento porque não teve os resultados divulgados.

 

 

Os dados são do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e foram organizados pela plataforma de dados educacionais QEdu, uma parceria entre a Meritt Informação Educacional e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para a educação. O QEdu classifica essas escolas como em situação de alerta, ou seja, precisam melhorar para garantir mais alunos aprendendo na idade adequada. Essas escolas não atingiram o índice 6, que é a média dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), e a meta brasileira para 2022.

O Ideb é considerado um importante indicador de qualidade do ensino. O índice vai até dez e é calculado de dois em dois anos. No quinto ano, utiliza as notas na Prova Brasil, na qual são cobrados português e matemática, e a taxa de aprovação dos estudantes. O Ideb de 2013 foi divulgado pelo governo no início do mês. A meta estimada de 4,9 para anos iniciais foi a única cumprida pelo país, que obteve um índice de 5,2.

"Por mais que o município tenha uma boa média, é importante olhar para todas as escolas", diz o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Faria. "O aprendizado é um direito. O Ideb é uma parte, além de português e matemática, há outras habilidades que os alunos têm que desenvolver, mas não dá para pensar [aprendizado] sem essas disciplinas". De acordo com Faria, as escolas que estão abaixo da meta e não estão evoluindo "precisam de suporte".

O coordenador explica que quando consideradas as capitais, avalia-se a complexidade de gestão e das grandes redes de ensino. "Tem esse desafio, de como fazer bem em escala razoável. Nos anos iniciais, isso tem que ser enfrentado, não está em um patamar adequado. Quando olhamos os municípios maiores, não tem nenhum caso apontando um caminho".

Segundo os critérios usados pelo QEdu, do total de quase 3 mil escolas, 281 devem manter o Ideb, pois alcançaram a meta e o índice 6. Outras 805 devem melhorar, pois, apesar de terem crescido e cumprido a meta, não alcançaram o índice 6. As demais 994 estão em situação de atenção, por não apresentarem um dos critérios considerados. Com exceção do Distrito Federal (DF), cujas escolas são da rede estadual, as escolas são todas da rede municipal.

"Alcançar as metas vai se tornando cada vez mais difícil. As políticas têm que ser cada vez mais ambiciosas para, de fato, gerarem transformação. Chega a um momento que o nível socioeconômico influencia no desempenho e é a articulação com outras políticas que vai promover melhorias", diz a coordenadora-geral do movimento Todos pela Educação, Alejandra Velasco.

O MEC (Ministério da Educação) disse que não comentaria o assunto por se tratarem de escolas municipais e que uma resposta caberia às prefeituras e ao DF. Na coletiva de imprensa, na qual apresentou os dados, o ministro da Educação, Henrique Paim, considerou o resultado geral da etapa positivo e disse que o avanço dos anos iniciais poderá ter impacto positivo nas etapas seguintes de estudo.

Em nota, a prefeitura de São Paulo explicou que solicitou que o Inep não divulgasse os índices da etapa pois uma adesão tardia da rede municipal "ao ensino fundamental de nove anos, pela gestão passada, provocou uma redução do número de alunos matriculados no 5º ano, em 2013, para apenas 7.088 alunos, diferentemente da média histórica de 50 mil estudantes". Além disso a prefeitura avalia que esse total de alunos não conseguia representar a rede municipal "nem qualitativa, nem quantitativamente".



Escrito por Carlos José Linardi às 14h59
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Senado discute fim do "ç", "ch" e "ss" na língua portuguesa

Edgard Matsuki 
Do UOL, em Brasília

20/08/201406h30 Atualizada 20/08/201413h39
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  • Arte UOL

A Comisão de Educasão, Cultura e Esporte (CE) do Senado está debatendo uma proposta que viza modificar algumas regras da língua portugeza.

É isso mesmo. Se um estudo que tramita no Senado chegar a valer, a primeira frase desta notícia seria escrita desse jeito mesmo. O correto, atualmente, é: "A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado está debatendo uma proposta que visa modificar algumas regras da língua portuguesa".

Um Grupo de Trabalho (GT) dentro da Comissão, presidida pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO), tem como objetivo buscar formas para facilitar o aprendizado da ortografia nos países lusófonos -- e propõe uma outra reforma ortográfica.

proposta, criada pelo professor Ernani Pimentel, é acabar com o uso da letra "h" antes das palavras, do "ç", do "ss", "sc" e "xc" (que seriam substituídos pelo "s" simples), do hífen, do dígrafo "ch" (que seria substituído pelo "x"). Palavras também passariam e ser escritas como o fonema aponta como o "x" e o "s" com som de "z". A letra "u" após o "g" e "q" e antes de "e" e "i" também seria suprimido.



Escrito por Carlos José Linardi às 16h50
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Professor brasileiro gasta 20% do tempo de aula com indisciplina

Karina Yamamoto
Do UOL, em São Paulo

25/06/201406h00 > Atualizada 25/06/201410h36

Os professores brasileiros gastam, em média, 20% do tempo de aula mantendo a disciplina na classe, segundo levantamento internacional. Ou seja, o docente gasta um em cada cinco minutos pedindo silêncio ou chamando a atenção por bagunça.

O desempenho brasileiro é o pior entre os 32 países que responderam à essa parte da pesquisa. A média entre os países é de 13%. Na Finlândia, país tido como exemplar no quesito educação, o percentual de tempo dedicado a essa atividade chega a 13%.

As informações são da edição 2013 da Talis, Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem coordenada mundialmente pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O levantamento foi divulgado na manhã desta quarta (25).

De aula mesmo, ensinando os alunos, o percentual de tempo gasto em sala no Brasil é 67% enquanto a média internacional é de 79% e a da Finlândia é 81%.

Em 12% do período de cada aula, o professor lida com questões administrativas, como o controle de presença (chamada) -- contra a média de 8% dos países que participaram da pesquisa e 6% da Finlândia.

 "Nos países da OCDE, o professor trabalha em uma única escola, em tempo integral e leciona, em média, 19 horas. Aqui no Brasil, a jornada quase dobra se pensarmos que os docentes trabalham 26 horas em mais de uma escola e em salas maiores", diz a pesquisadora Gabriela Moriconi.



Escrito por Carlos José Linardi às 15h25
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Em SP, 46% dos alunos admitem ter passado de ano sem aprender a matéria

Camila Maciel
Da Agência Brasil

24/03/2014 11h54

Quase metade (46%) dos alunos da rede estadual de ensino do estado paulista admite que já passou de ano sem ter aprendido a matéria, indica pesquisa divulgada hoje (24) pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Além disso, o levantamento que avalia a qualidade da educação das escolas no estado mostra que 94% dos pais, 75% dos alunos e 63% dos professores criticam a progressão continuada.

Foram feitos oito grupos de discussão e 2,1 mil entrevistas, divididas em três grupos: professores de escolas estaduais de ensino fundamental e médio, alunos de 14 anos ou mais dessas escolas e os respectivos pais ou mães. A pesquisa foi encomendada pelo sindicato ao Instituto Data Popular.

O estudo mostra também que, em média, os estudantes ficaram sem aula seis vezes ao mês devido à falta de professor. Além disso, 64% indicam que esse horário vago não é preenchido por um professor substituto.

Em relação ao maior problema enfrentado atualmente na rede escolar, a falta de segurança foi o item mais destacado pelos três segmentos de entrevistados. Esse é o principal entrave para 32% dos professores, 37% dos pais  e 25% dos alunos.

Secretaria estadual

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirmou que a pasta conta com 2.688 professores especializados em prevenir conflitos nas redes estaduais.

A secretaria disse ainda que "a valorização dos educadores e a ampliação da atuação dos professores efetivos na rede estadual de ensino são prioridades desta gestão" e que até julho os professores receberão um aumento escalonado de 45%. 

Em relação à progressão continuada, a pasta considera "equivocado dizer que há ausência de reprovação na rede estadual de ensino. O modelo foi aperfeiçoado no final do ano e as possibilidades de retenção foram ampliadas, permitindo que eventuais defasagens de conhecimento sejam corrigidas mais prematuramente".

 



Escrito por Carlos José Linardi às 13h59
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Brasil não deve cumprir meta contra analfabetismo

29/01/201408h14

 

São Paulo - O Brasil tem 13,9 milhões de analfabetos adultos, segundo levantamento feito entre 2005 e 2011 pela Unesco, no Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, que será divulgado nesta quarta-feira, 29. O número é maior do que a população de São Paulo, 11,8 milhões, e de todo o Estado do Rio Grande do Sul, 11,1 milhões. O País está entre os dez que concentram a maior parte (72%, no total) do número de analfabetos adultos do mundo, que é de 774 milhões, junto com Índia, China, Paquistão, Bangladesh, Nigéria, Etiópia e Egito.

"Esse indicador mostra a parte, mas não o todo. Além de ter uma herança de analfabetos, o sistema educacional brasileiro tem produzido ainda mais analfabetos", afirma a pesquisadora em Educação da USP e doutora em Educação por Harvard, Paula Louzano. "Oito por cento das pessoas que têm ensino médio completo podem ser consideradas analfabetos funcionais, segundo o último relatório do Inaf (indicador de analfabetismo funcional)."

Para Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, o alto número de analfabetos no País influencia as gerações seguintes. "Em uma família em que um membro é analfabeto, há um contexto menos favorável à educação dos filhos", afirma. No entanto, para Priscila Cruz, do Todos pela Educação, resolver o problema do analfabetismo entre adultos não é tarefa fácil. "É preciso admitir que é uma área muito difícil de se conseguir resultados, pois não existe uma lei que obrigue o adulto a frequentar a escola."

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012 mostram que, no segundo ano do governo Dilma Rousseff, a taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou mais parou de cair. Em 2011, era de 8,6%. Chegou a 8,7% em 2012, mais longe de cumprir a meta firmada na ONU de 6,7% até 2015.

Segundo a Declaração de Dacar "Educação para Todos", elaborada pela Cúpula Mundial da Educação em 2000 e que compõe os objetivos do Relatório da Unesco, os países deveriam reduzir o analfabetismo em pelo menos 50% até 2015. "O Brasil também não vai atingir essa meta", afirma a coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero Gomes. Ela afirma que o País precisa observar se os recursos para a educação estão de fato sendo bem empregados. "Além da redução no analfabetismo, o Brasil precisa alcançar uma melhor qualidade de ensino e corrigir as distorções idade/série."

Mundo

O cenário da educação em todo o mundo até o ano que vem, quando expira o prazo estabelecido pela Convenção, não é positivo. Nenhuma das metas globais do documento serão atingidas até 2015, segundo o relatório. De acordo com os dados, 57 milhões de crianças estão deixando de aprender simplesmente por não estarem na escola. Além da falta de acesso, a falta de qualidade é o que mais compromete a aprendizagem. Para alcançar os objetivos estabelecidos, que vão desde a universalização do ensino primário (1.º ao 5.º ano do ensino fundamental) à redução dos níveis de analfabetismo dos adultos, o documento pede aos governos que redobrem os esforços para todos os que enfrentam desvantagens - seja por pobreza, gênero, local de residência ou outros fatores.

O Brasil, porém, é citado como exemplo quando comparado com outros países, por ter receitas fiscais mais elevadas, que ajudam a explicar como investe dez vezes mais do que a Índia, por criança, na educação primária, por exemplo. A prioridade a escolas da área rural, e com maior ênfase dada a grupos indígenas altamente marginalizados, foi citada no documento como experiência que tem resultado em melhora nos números da educação, assim como as reformas que melhoraram as taxas de matrícula e aprendizagem na Região Norte. O relatório também afirma que bônus coletivos a escolas, como os que existem no Brasil, que recompensam as instituições de ensino, podem ser uma forma eficiente de melhorar os resultados da aprendizagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Escrito por Carlos José Linardi às 12h33
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Estaremos em recesso do dia 21 de Dezembro ao dia 6 de Janeiro. Desejamos aos nossos clientes e amigos feliz natal e um próspero ano novo.




Escrito por Carlos José Linardi às 11h23
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Ex-vilão, especialistas apostam no celular para melhorar educação

Andréia Martins e Carolina Cunha
Do UOL, em São Paulo

O projeto EcoMUVE, da Universidade de Harvard, ajuda crianças do ensino médio a aprender sobre ambiente

  • O projeto EcoMUVE, da Universidade de Harvard, ajuda crianças do ensino médio a aprender sobre ambiente

Nenhum professor gosta de ver seus alunos distraídos durante a aula, atraídos por mensagens, vídeos e redes sociais no celular. No entanto, a imagem do celular como um vilão da educação está ficando para trás. Especialistas em ensino a distância já consideram o celular um aliado da educação por sua facilidade de acesso.

No Brasil, são exemplos de projetos iniciativas como o ProDeaf, aplicativo para celulares Android que traduz tudo o que você escrever ou falar para libras (língua de sinais usada por pessoas surdas e mudas) e ainda a parceria de uma operadora de telefonia celular com o professor Pasquale, que tira dúvidas de português da escola ou do trabalho pelo celular. 

Outras incluem cursos de idiomas e de outras áreas via smartphones, além de projetos pelo mundo como o Nokia Mobile Mathematics, criado na África apoiar o ensino de matemática.

A tendência do mobile learning, ou m-learning, ganha força quando se avalia o número de celulares no mundo: entre 2000 e 2012, ele subiu de um bilhão para seis bilhões. Até o final de 2013, a previsão é de que esse número alcance quase sete bilhões, o que significa que os celulares serão quase o mesmo número de habitantes do mundo, segundo a UIT (União Internacional de Telecomunicações). 

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Projetos usam celular para ampliar acesso à educação pelo mundo14 fotos

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Em 2010, a Unesco lançou um projeto piloto de alfabetização no Paquistão com meninas que vivem na área rural utilizando celulares para complementar as aulas. Diariamente, as alunas recebiam conteúdo pedagógico e realizam pequenas tarefas por SMS, e eram avaliadas depois pelos professores. No final do programa, mais de 60% das garotas conseguiram nota A. Iniciado em Islamabad, o projeto foi expandido para outras cidades Divulgação Unesco

"Precisamos começar a integrá-los no cotidiano escolar. Enquanto instrumento de informação e comunicação, o celular tem o potencial inquestionável de viabilizar o acesso a dados e colocar pessoas em contato", diz Antonio Carlos Xavier, professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) do Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias Educacionais.

Para Gil Giardelli, especialista em inovação digital e professor da ESPM, o celular é hoje objeto inseparável do educador. "Se o educador se posicionar como um curador de conteúdos e enviar materiais que despertam o interesse do aluno no trânsito, nas filas e em seus momentos de micro-tédios, ele consumirá e compartilhará o conteúdo do professor e entraremos na era do fim da aula cronometrada e do espaço concreto, onde alunos aprenderão no seu tempo e espaço".

Exemplos de como os professores podem usar o celular nas aulas não faltam. Desde lembretes de tarefas, sugestões de leituras e de programação cultural, exercícios preparatórios, entre outras dicas que podem ser enviadas por torpedo, como para pesquisas rápidas na internet, consulta a dicionários e a gravação de entrevistas em áudio ou em vídeo feitas pelos alunos com posterior debate das respostas.

Independente da iniciativa, José Manuel Moran, doutor em comunicação pela USP e coordenador de EAD da universidade Anhanguera, aponta que o alto custo e a baixa qualidade da conexão à internet são os principais obstáculos ao m-learning. "O custo do acesso à banda larga ainda é muito caro. A maioria dos dispositivos só pode ser acessada online, as conexões nem sempre favorecem o conteúdo postado, então é preciso um acordo com as companhias de telefonia para que o custo da internet seja mais barata e a conexão melhorada, pelo menos nos projetos em áreas mais pobres".

No Brasil, uso de celular para aprendizagem de idiomas é destaque

No Brasil, o uso do celular ou smartphones como recursos pedagógicos é bastante novo. Além dos exemplos citados no início, Xavier destaca o bom uso que escolas de idiomas vêm fazendo da ferramenta. Muitas operadoras de telefonia já apostam em cursos de idiomas por SMS.

Da UFPE, Xavier cita dois trabalhos que orientou em 2012 onde as pesquisadoras realizaram experimentos com o uso do celular para o ensino de inglês. Em um deles o aluno interagia com um avatar em um aplicativo que simulava situações de viagens para o exterior, e no outro, feito com aprendizes de inglês de uma escola pública do ensino médio, os alunos recebiam tarefas por torpedo, gravavam textos em inglês para testar a pronúncia e realizavam buscas em dicionários "baixados" em aparelhos celulares. 

"Os resultados de ambas as investigações apontaram para um significativo aumento do interesse dos estudantes pela aprendizagem da língua inglesa, quando havia atividades para serem realizadas no e com o celular. Perceberam uma nítida ampliação de vocabulário e melhoria na pronúncia entre os estudantes que participaram das pesquisas", diz o professor.

Para Giardelli¸ o Brasil ainda tem poucos exemplos de projetos envolvendo celular e educação, mesmo existindo demanda para isso. "No Brasil, infelizmente temos um grupo intitulado 'Geração Nem, Nem', que nem estuda, nem trabalha e nem procura emprego. São milhões de jovens hoje entre 14 e 24 anos. Pesquisas indicam que estes jovens já estiveram na sala de aula e abandonaram os estudos. Estou certo de que em um país com mais de 200 milhões de celulares, a tecnologia nos ajudará  a fazer uma revolução educacional".



Escrito por Carlos José Linardi às 10h55
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Estudantes pedem maior transparência para o Enem

30/09/201309h43

São Paulo - Por causa do Enem, a virada de 2011 para 2012 não foi boa para Michael Cerqueira de Oliveira. O estudante de São Paulo, de 19 anos, recorreu à Justiça após descobrir que tivera a redação da prova anulada, o que frustraria seu sonho de entrar na universidade. "Foi uma preocupação. Minha família toda rezava para que desse certo", conta.

Com a ajuda da escola onde cursou o ensino médio, ele entrou com ação individual contra o Inep. O órgão se antecipou à decisão judicial e atendeu ao pedido do jovem, mudando a nota de zero para 880 (em mil) - o primeiro caso conhecido de alteração do resultado. Cerqueira diz, porém, que até hoje não sabe os motivos da anulação.

Para ele, seu caso foi importante para iniciar a jurisprudência sobre o assunto e promover ajustes. "Depois disso houve mudança de regras e aumento do número de corretores", afirma. Apesar do imbróglio, ele não precisou da nota do Enem: ingressou no curso de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas, que adota vestibular próprio.

Já o estudante de Goiânia José Marcos Coelho Júnior, de 20 anos, não teve a mesma sorte. Ele conseguiu liminar favorável à revisão da prova corrigida. O Inep, contudo, se negou a mudar a nota após a reavaliação e Coelho não conseguiu a vaga desejada no curso de Medicina.

Inscrito no Enem pela quinta vez, ele acredita que valem a pena as tentativas judiciais e a mobilização contra erros na prova. "Ainda é preciso fazer com que o Ministério da Educação seja mais transparente", aponta.

Episódios criminais

Além de problemas no edital e critérios de correção, o histórico de fraudes do exame é um capítulo à parte no Judiciário. Em agosto deste ano, o professor Jahilton Motta, do Colégio Christus, foi condenado a 6 anos de reclusão pelo vazamento de questões em 2011. Já a denúncia contra outros quatro acusados - duas representantes do Inep, entre eles - não foi aceita.

Em relação ao furto de provas da gráfica em 2009, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo após tentativa de venda do material à reportagem, a Justiça condenou quatro dos cinco acusados.



Escrito por Carlos José Linardi às 12h09
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Muita teoria e pouca prática formam os professores

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FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

Ouvir o texto

Quem educa os educadores? "Não dá para formar um professor só lendo Piaget."

A frase é do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em alusão à carga teórica dos cursos que formam docentes para a escola básica, como a literatura de Jean Piaget, pensador do século 20.

Veja o especial Quem educa os educadores?

Foi dita recentemente em encontro com mil secretários municipais da área de ensino. Arrancou aplausos.

A declaração sintetiza a avaliação dos gestores de que a formação universitária dos futuros professores da educação básica é um dos entraves para a melhoria da qualidade do ensino no país.

A reclamação é que os futuros docentes têm muito contato com teóricos da educação, mas terminam o curso despreparados para enfrentar salas de aulas.

Assista ao vídeo em dispositivos móveis

CARGA HORÁRIA

Um dos mais amplos estudos no país sobre currículos das licenciaturas foi feito recentemente pelas fundações Victor Civita e Carlos Chagas.

O trabalho apontou que nos cursos de licenciatura do país que formam professores de português e de ciências, a carga horária voltada à docência fica em 10%.

Já o tempo destinado aos conhecimentos específicos das áreas passa dos 50%.

"Os professores chegam às escolas com bom conhecimento da sua disciplina, mas não sabem como ensinar", disse à Folha o secretário estadual de Educação de São Paulo, Herman Voorwald.

Na opinião do secretário, cuja rede tem 200 mil professores, um docente de matemática, por exemplo, é muito mais um matemático do que um professor.

Para Voorwald, as licenciaturas deveriam ter menos conteúdos específicos das matérias e mais técnicas sobre como dar aulas.

Presidente da comissão de graduação da Faculdade de Educação da USP, Manoel Oriosvaldo discorda que a formatação dos cursos de pedagogia e de licenciatura seja responsável pela má qualidade do ensino básico.

"Com o salário que se paga ao professor, é difícil convencer um jovem a assumir uma sala de aula", afirma. "Se as condições de trabalho melhoram, sobe o nível de quem seguirá na carreira."

Especificamente sobre os currículos, ele diz que diminuir a teoria dos cursos "simplifica o papel do professor".

Para Oriosvaldo, a teoria permite que o professor consiga refletir sobre sua atividade constantemente. E corrigi-la quando necessário.

Além disso, o docente deve ter condição de ensinar aos alunos o histórico que levou à resolução de uma equação, por exemplo. Assim, o jovem conseguirá também produzir conhecimento.

Editoria de Arte/Folhapress

SEM MUDANÇAS

A maioria dos alunos e dos coordenadores dos cursos de formação de professores tem avaliação semelhante à do professor da USP, mostra estudo feito pela Fundação Lemann, a pedido da Folha.

O trabalho aponta que há menos coordenadores de cursos de pedagogia ávidos por mudanças em seus currículos (38% das respostas) do que em engenharia civil (50%), por exemplo.

A pedagogia forma professores para atuar com os alunos de seis a dez anos. A partir daí, os demais professores vêm das licenciaturas.

A opinião sobre os cursos foi tabulada a partir das respostas dadas nos questionários do Enade 2011, exame federal de ensino superior.

As respostas mostram também que os formandos em pedagogia se sentem mais bem preparados para a profissão (68%) do que os de engenharia de produção (57%).

Contraditoriamente, o Enade revela que os concluintes dos cursos de formação de professores estão entre os que possuem notas mais baixas em conhecimentos gerais. Pedagogia está na 46ª pior posição, entre 59 cursos.

Editoria de Arte/Folhapress


Escrito por Carlos José Linardi às 11h00
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MEC divulga a primeira chamada da seleção de inverno pelo Sisu

O MEC (Ministério da Educação) acaba de liberar a consulta do boletim de desempenho aos candidatos no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) para o segundo semestre de 2013 na manhã desta segunda-feira (17). A lista de aprovados também pode ser visualizada no site por meio de consulta. 

Veja onde conferir a 1ª chamada do Sisu 2013 de inverno

Os convocados devem fazer a matrícula nos dias 21, 24 e 25 de junho. 

Mais sobre as federais

  • Arte UOL

    Confira a situação das universidades federais

As inscrições foram encerradas às 23h59 da sexta-feira. O último balanço do MEC indicava que, até as 18h, o sistema já havia registrado 738.439 candidatos e 1.428.124 inscrições - cada estudante pode fazer até duas opções de curso. O número de inscritos já é maior que o registrado no segundo semestre do ano passado (642.878). 

O balanço final das inscrições do Sisu seria divulgado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em entrevista coletiva nesta segunda-feira, às 11h. No entanto, o horário da coletiva foi modificado na manhã desta segunda -- a coletiva foi remarcada para as 15h.

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Conheça 10 tipos de "bixo" e veja como se enturmar na faculdade10 fotos

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O "bixo sabe tudo" - Participa intensamente das aulas desde o começo. Levanta a mão e responde todas as perguntas dos professores, podendo também fazer perguntas cujas respostas ele já sabe. É um grande candidato a representante de classe (e pode despertar antipatia nos colegas) --> Especialistas dizem que o estudante deve ter calma na hora de se enturmar. Mostrar interesse e entusiasmo nas aulas é bom, mas é preciso evitar exageros que incomodem os colegas Leia mais Divulgação/Warner Bros.

Nesta segunda edição de 2013, o estudante pode fazer até duas opções de curso e concorrer a 39.724 vagas, oferecidas por 54 instituições de ensino, segundo o MEC.

O candidato aprovado na primeira opção de curso será automaticamente retirado do sistema. Caso não faça a matrícula na instituição para a qual foi selecionado, perde a vaga.

Os selecionados com base na segunda opção ou que não atingirem a nota mínima em nenhum dos dois cursos escolhidos podem permanecer no sistema e aguardar a segunda chamada, em 1º de julho. Nesse caso, os convocados farão a matrícula no período de 5 a 9 do mesmo mês.

Quem não for convocado em nenhuma das duas chamadas pode aderir à lista de espera, entre 1º e 12 de julho. A convocação dos selecionados, de acordo com o cronograma, ocorrerá em 17 de julho.

Os candidatos devem conferir a oferta de vagas na página do Sisu na internet. O Edital nº 5 da Secretaria de Educação Superior (Sesu), de 31 de maio de 2013, que define o processo de seleção unificada para o segundo semestre, foi publicado no Diário Oficial da União do dia 3 último, seção 3, página 40.

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Conheça as 20 universidades federais com maior número de vagas 20 fotos

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1º lugar - A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) é a universidade federal com maior número de vagas para cursos presenciais, (9.090), segundo o Censo da Educação Superior de 2011. A UFRJ possui três campi: Cidade Universitária, localizado na Ilha do Fundão; Praia Vermelha, situado no bairro da Urca; e Macaé. O candidato que deseja ingressar na UFRJ em 2014 deve, obrigatoriamente, estar inscrito no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2013 Leia mais Marco Fernandes/CoordCOM - UFRJ


Escrito por Carlos José Linardi às 12h25
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Dilma diz que enviará nova proposta para vincular royalties à educação

Da Reuters, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff voltou a defender nesta segunda-feira (29) que os recursos pagos pela exploração do petróleo sejam destinados à educação e afirmou que fará nova proposta vinculando-os ao setor.

Conheça a MP dos royalties

"Luiz Araújo, ex-presidente do Inep, concluiu que de todo o montante da receita gerada com royalties: "nada menos que 78% irão para Estados e municípios, sem nenhuma obrigatoriedade de aplicação na educação. Somente 22% (...) irão para o chamado ''Fundo Social''. E do Fundo Social do pré-sal a educação só terá metade dos ganhos advindos dos rendimentos do petróleo"

DANIEL CARA

"Nós, nessa questão da educação, somos teimosos, nós somos insistentes. E nós vamos enviar uma nova proposta para uso dos recursos royalties e participações especiais e o recurso do pré-sal para ser gastos exclusivamente na educação", disse a presidente, em evento de entrega de ônibus escolares em Campo Grande.

A vinculação dessa verba à educação é tida como um compromisso pessoal de Dilma. "O Brasil tem de destinar essa sua grande riqueza para ser gasta em educação", afirmou.

O governo enviou, no ano passado, uma medida provisória que destinava os recursos pagos pela exploração da commodity à educação, logo após a presidente vetar em parte um projeto do Congresso que tratava de repartição dessa verba entre Estados e municípios.

Paralisação da MP

A MP, no entanto, teve sua tramitação no Congresso interrompida na semana passada, para evitar insegurança jurídica, já que o tema tem sido questionado no STF (Supremo Tribunal Federal), e deve perder a validade, segundo o relator da proposta, deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

Os vetos da presidente Dilma foram derrubados no Congresso e logo depois os representantes dos chamados Estados produtores de petróleo levaram a questão ao Supremo.

A ministra do STF Cármen Lúcia, em caráter provisório, suspendeu em março a aplicação da lei resultante da derrubada dos vetos, até que o assunto seja discutido pelo plenário da tribunal.



Escrito por Carlos José Linardi às 16h23
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Ensino médio piora: 9 em 10 alunos deixa escola sem saber matemática
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William Maia
Do UOL, em São Paulo

06/03/201312h01 > Atualizada 06/03/201312h20

  • Apu Gomes/Folhapress

    Todos Pela Educação vê currículo inchado e problemas no ensino fundamental como causas do resultado

    Todos Pela Educação vê currículo inchado e problemas no ensino fundamental como causas do resultado

A cada dez alunos, apenas um concluiu o terceiro ano do ensino médio com conhecimento considerado adequado em matemática em 2011. Os dados são parte do relatório anual "De Olho nas Metas" feito pelo movimento Todos Pela Educação e divulgado nesta quarta-feira (6). A análise de dados oficiais mostra que o ensino médio continua sendo o grande gargalo da educação brasileira. 

O ensino médio foi a única etapa a regredir em relação à prova anterior: o índice de alunos com desempenho satisfatório em matemática era de 11% em 2009 e ficou em 10,3% em 2011. O relatório usou dados da Prova Brasil e do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).

No aprendizado de português, o indicador se manteve estável em 29% – ou seja, sete de cada dez alunos tiveram desempenho insuficiente.

  • 89,7%

    É o percentual de alunos que conclui o 3º ano sem saber matemática

Para Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação, o fracasso do ensino médio é fruto da baixa qualidade do aprendizado acumulado no ensino fundamental e de problemas na estruturação do currículo de aulas.

"No ensino médio, o aluno já chega com uma defasagem muito grande, por tudo que ele não aprendeu nos anos anteriores", afirma.

Problema estrutural

Em sua opinião, a recuperação do estudante do antigo "colegial" depende de mudanças radicais no programa de aulas. "A estrutura curricular do ensino médio é muito inchada e fragmentada e o que tem sido feito é só incluir mais disciplinas", acrescenta.

Segundo a especialista, essa mudança estrutural depende de investimento na formação docente. "Os professores não estão preparados para lidar com o estudante real do ensino médio, que vem das mais distintas classes sociais, com toda essa defasagem e desestímulo em relação à escola. Os cursos de pedagogia são muito genéricos e teóricos, muito distantes dessa realidade".

Flávio Florido/UOL
Os professores não estão preparados para lidar com o estudante real do ensino médio. Os cursos de pedagogia são muito genéricos e teóricos

PRISCILA CRUZ, diretora-executiva do Todos Pela Educação

Enem ainda não teve impacto

A reformulação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que desde 2009 passou a selecionar estudantes para vagas em universidades públicas por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e já servia como critério de seleção para bolsas do Prouni (Programa Universidade Para Todos), ainda não promoveu uma mudança no ensino médio, como previu o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad.

"O novo Enem se tornou um estímulo para o aluno concluir no ensino médio porque abriu perspectivas de entrada na faculdade, mas ainda não induziu nenhuma transformação estrutural", afirma Priscila Cruz.

Fundamental

Os números recentes apontam que, nos últimos anos, houve avanços qualidade da educação nos primeiros anos do ensino fundamental. No entanto, o desempenho dos alunos nas séries seguintes da educação básica não está acompanhando essa melhora.

Enquanto no fim do 5° ano do ensino fundamental a taxa de alunos com aprendizado considerado suficiente em português é de 40% e em matemática de 36,3%, no fim do fundamental 2, o percentual cai para 27% em português e 16,9% em matemática.

A razão para bom aluno na 5ª série se "perder" até o 9º ano pode estar na estrutura curricular. "Os bons resultados alcançados no fundamental 1 não encontram um ambiente adequado para prosperar", diz Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos pela Educação. Para ela, o currículo com muitas matérias pode fazer com que o desempenho do aluno se dilua ao longo dos anos letivos.



Escrito por Carlos José Linardi às 14h04
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Mais da metade dos alunos do 9° ano querem trabalhar e estudar

Começar a ganhar o próprio dinheiro, seja para ajudar a família seja para pagar os próprios gastos, é o desejo de mais da metade (55%) dos estudantes brasileiros que cursam o 9° ano do ensino fundamental. Eles não querem sair da escola, pretendem conciliar as horas de estudo com as jornadas nas empresas.

Antes disso, ainda no 5° ano - se abaixo dos 14 anos, proibidos por lei - 14% dos alunos de escolas públicas já trabalham foram de casa.

Os dados foram levantados pelo QEdu: Aprendizado em Foco, uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para a educação. A pesquisa foi feita com base nos questionários socioeconômicos da Prova Brasil 2011, aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e divulgada em agosto do ano passado.

Dos 1.992.296 de alunos do 9° ano que responderam à pesquisa, 1.075.628 (55%) pretendem estudar e trabalhar, 614.838 (31%) querem continuar apenas estudando e 33.487 (2%) querem largar os estudos e se dedicar apenas ao trabalho.

No 5° ano, de 2.280.315 alunos, 294.011 (14%) trabalham. A Constituição Federal proíbe qualquer trabalho para menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz a partir dos 14 anos.

"Podemos inferir pelos dados que aqueles que ainda estão no 5° ano vivem em situação mais delicada de pobreza e trabalham muitas vezes ajudando as famílias. Já os alunos do 9° ano estão entrando no mercado e alguns abandando as escolas", diz o responsável pelo estudo, o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins.

O levantamento mostra que, entre os alunos do 5º ano, as maiores porcentagens dos que trabalham estão na região Nordeste: Alagoas (22,1%), Pernambuco (21,8%) e Bahia (20,6%).

A região tem renda per capita média de R$ 396  mensais, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As demais regiões do país têm renda per capita mensal acima de R$ 700 e na região Norte o valor é R$ 440.

Quando se trata de alunos do 9° ano, o perfil muda. O número maior de estudantes que pretendem estudar e trabalhar está em regiões mais ricas: Distrito Federal (65,7%), seguido por Santa Catarina (65,1%) e Espírito Santo (62,5%). Os Estados com maior porcentagem de alunos que pretendem apenas estudar estão no Norte e Nordeste: Maranhão (41,2%), Acre (41%) e Amapá (40,8%).

As maiores porcentagens de estudantes que querem apenas trabalhar estão em São Paulo (2,5%), Pernambuco (2,2%) e no Ceará (2%).

Aprendiz

De acordo com a secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Isa de Oliveira, o trabalho a partir do 9° ano pode ser positivo se for como aprendiz. "O programa vai exigir do adolescente a continuidade dos estudos, além de cobrar um bom desempenho escolar. Em outras condições, trata-se de uma inserção no mercado de trabalho que pode motivar o abandono e a negligência com a escola."

Os dados do Ministério do Trabalho mostram, no entanto, que em 2012 foram admitidos apenas 286.827 novos participantes no Programa Jovem Aprendiz – uma parceria do governo com empresas particulares para inserção dos jovens no mercado de trabalho. O número corresponde a 14,4% dos estudantes que desejavam trabalhar e estudar.

Segundo o ministério, há capacidade para maior absorção. Caso todas as empresas de médio e grande portes destinassem um mínimo de 5% das vagas para os adolescentes, como determina a legislação (Lei 10.097/00 e Decreto 5598/05), haveria pelo menos 1.236.051 novas admissões por ano.

Analisando os números, a diretora executiva do Todos pela Educação tem outra preocupação: "Os dados não mostram aqueles que estão fora das escolas e do mercado de trabalho. Os jovens em idade escolar que não estudam nem trabalham têm aumentado em número no Brasil".

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) constatou que, de 2000 a 2010, o número dos chamados nem nem, jovens de 15 a 29 anos que nem estudam nem trabalham aumentou em 708 mil. "Precisamos olhar também para eles", diz.

Mariana Tokarnia
Da Agência Brasil, em Brasília



Escrito por Carlos José Linardi às 10h44
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Machado de Assis e Vinícius de Moraes já foram censores, diz professora da USP

James Cimino
Do UOL, em São Paulo

21/01/201306h30

  • Montagem/Reprodução

    Cristina Prochaska, Susana Vieira, Juca de Oliveira, Paulo Gracindo e Francisco Cuoco: atores cujos personagens em novelas foram alterados pela censura federal durante os anos da ditadura militar

    Cristina Prochaska, Susana Vieira, Juca de Oliveira, Paulo Gracindo e Francisco Cuoco: atores cujos personagens em novelas foram alterados pela censura federal durante os anos da ditadura militar

Quando se fala em censura no Brasil vem acoplada àquele conceito a ideia de ditadura militar. No entanto, segundo conta a professora Cristina Costa, diretora do Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura da USP (Obcom), não houve período de nossa história em que não houvesse censura. Inclusive, segundo seu relato, grandes intelectuais brasileiros já foram censores, como Machado de Assis, Di Cavalcanti e até Vinícius de Morais.

Neste último episódio do especial sobre censura no Brasil, a diretora do Obcom, que armazena arquivos da censura prévia realizada no teatro paulista do período da ditadura, dá uma entrevista em que elabora um pequeno panorama de como nossa sociedade está culturalmente atrelada a essa prática de controle das idéias e dos costumes. Leia:

http://televisao.uol.com.br/noticias/redacao/2013/01/21/machado-de-assis-e-vinicius-de-moraes-ja-foram-censores-diz-professora-da-usp.htm



Escrito por Carlos José Linardi às 13h28
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Estaremos em recesso do dia 20 de Dezembro ao dia 6 de Janeiro.

Desejamos aos nossos clientes e amigos feliz natal e um próspero ano novo.



Escrito por Carlos José Linardi às 11h54
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