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Dilma diz que enviará nova proposta para vincular royalties à educaçãoA presidente Dilma Rousseff voltou a defender nesta segunda-feira (29) que os recursos pagos pela exploração do petróleo sejam destinados à educação e afirmou que fará nova proposta vinculando-os ao setor. Conheça a MP dos royalties"Luiz Araújo, ex-presidente do Inep, concluiu que de todo o montante da receita gerada com royalties: "nada menos que 78% irão para Estados e municípios, sem nenhuma obrigatoriedade de aplicação na educação. Somente 22% (...) irão para o chamado ''Fundo Social''. E do Fundo Social do pré-sal a educação só terá metade dos ganhos advindos dos rendimentos do petróleo" DANIEL CARA "Nós, nessa questão da educação, somos teimosos, nós somos insistentes. E nós vamos enviar uma nova proposta para uso dos recursos royalties e participações especiais e o recurso do pré-sal para ser gastos exclusivamente na educação", disse a presidente, em evento de entrega de ônibus escolares em Campo Grande. A vinculação dessa verba à educação é tida como um compromisso pessoal de Dilma. "O Brasil tem de destinar essa sua grande riqueza para ser gasta em educação", afirmou. O governo enviou, no ano passado, uma medida provisória que destinava os recursos pagos pela exploração da commodity à educação, logo após a presidente vetar em parte um projeto do Congresso que tratava de repartição dessa verba entre Estados e municípios. Paralisação da MPA MP, no entanto, teve sua tramitação no Congresso interrompida na semana passada, para evitar insegurança jurídica, já que o tema tem sido questionado no STF (Supremo Tribunal Federal), e deve perder a validade, segundo o relator da proposta, deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Os vetos da presidente Dilma foram derrubados no Congresso e logo depois os representantes dos chamados Estados produtores de petróleo levaram a questão ao Supremo. A ministra do STF Cármen Lúcia, em caráter provisório, suspendeu em março a aplicação da lei resultante da derrubada dos vetos, até que o assunto seja discutido pelo plenário da tribunal.
Escrito por Carlos José Linardi às 16h23
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Ensino médio piora: 9 em 10 alunos deixa escola sem saber matemáticaA cada dez alunos, apenas um concluiu o terceiro ano do ensino médio com conhecimento considerado adequado em matemática em 2011. Os dados são parte do relatório anual "De Olho nas Metas" feito pelo movimento Todos Pela Educação e divulgado nesta quarta-feira (6). A análise de dados oficiais mostra que o ensino médio continua sendo o grande gargalo da educação brasileira. O ensino médio foi a única etapa a regredir em relação à prova anterior: o índice de alunos com desempenho satisfatório em matemática era de 11% em 2009 e ficou em 10,3% em 2011. O relatório usou dados da Prova Brasil e do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica). No aprendizado de português, o indicador se manteve estável em 29% – ou seja, sete de cada dez alunos tiveram desempenho insuficiente. Para Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação, o fracasso do ensino médio é fruto da baixa qualidade do aprendizado acumulado no ensino fundamental e de problemas na estruturação do currículo de aulas. "No ensino médio, o aluno já chega com uma defasagem muito grande, por tudo que ele não aprendeu nos anos anteriores", afirma. Problema estruturalEm sua opinião, a recuperação do estudante do antigo "colegial" depende de mudanças radicais no programa de aulas. "A estrutura curricular do ensino médio é muito inchada e fragmentada e o que tem sido feito é só incluir mais disciplinas", acrescenta. Segundo a especialista, essa mudança estrutural depende de investimento na formação docente. "Os professores não estão preparados para lidar com o estudante real do ensino médio, que vem das mais distintas classes sociais, com toda essa defasagem e desestímulo em relação à escola. Os cursos de pedagogia são muito genéricos e teóricos, muito distantes dessa realidade". Enem ainda não teve impactoA reformulação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que desde 2009 passou a selecionar estudantes para vagas em universidades públicas por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e já servia como critério de seleção para bolsas do Prouni (Programa Universidade Para Todos), ainda não promoveu uma mudança no ensino médio, como previu o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad. "O novo Enem se tornou um estímulo para o aluno concluir no ensino médio porque abriu perspectivas de entrada na faculdade, mas ainda não induziu nenhuma transformação estrutural", afirma Priscila Cruz. FundamentalOs números recentes apontam que, nos últimos anos, houve avanços qualidade da educação nos primeiros anos do ensino fundamental. No entanto, o desempenho dos alunos nas séries seguintes da educação básica não está acompanhando essa melhora. Enquanto no fim do 5° ano do ensino fundamental a taxa de alunos com aprendizado considerado suficiente em português é de 40% e em matemática de 36,3%, no fim do fundamental 2, o percentual cai para 27% em português e 16,9% em matemática. A razão para bom aluno na 5ª série se "perder" até o 9º ano pode estar na estrutura curricular. "Os bons resultados alcançados no fundamental 1 não encontram um ambiente adequado para prosperar", diz Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos pela Educação. Para ela, o currículo com muitas matérias pode fazer com que o desempenho do aluno se dilua ao longo dos anos letivos.
Escrito por Carlos José Linardi às 14h04
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Mais da metade dos alunos do 9° ano querem trabalhar e estudarComeçar a ganhar o próprio dinheiro, seja para ajudar a família seja para pagar os próprios gastos, é o desejo de mais da metade (55%) dos estudantes brasileiros que cursam o 9° ano do ensino fundamental. Eles não querem sair da escola, pretendem conciliar as horas de estudo com as jornadas nas empresas. Antes disso, ainda no 5° ano - se abaixo dos 14 anos, proibidos por lei - 14% dos alunos de escolas públicas já trabalham foram de casa. Os dados foram levantados pelo QEdu: Aprendizado em Foco, uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para a educação. A pesquisa foi feita com base nos questionários socioeconômicos da Prova Brasil 2011, aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e divulgada em agosto do ano passado. Dos 1.992.296 de alunos do 9° ano que responderam à pesquisa, 1.075.628 (55%) pretendem estudar e trabalhar, 614.838 (31%) querem continuar apenas estudando e 33.487 (2%) querem largar os estudos e se dedicar apenas ao trabalho. No 5° ano, de 2.280.315 alunos, 294.011 (14%) trabalham. A Constituição Federal proíbe qualquer trabalho para menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz a partir dos 14 anos. "Podemos inferir pelos dados que aqueles que ainda estão no 5° ano vivem em situação mais delicada de pobreza e trabalham muitas vezes ajudando as famílias. Já os alunos do 9° ano estão entrando no mercado e alguns abandando as escolas", diz o responsável pelo estudo, o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins. O levantamento mostra que, entre os alunos do 5º ano, as maiores porcentagens dos que trabalham estão na região Nordeste: Alagoas (22,1%), Pernambuco (21,8%) e Bahia (20,6%). A região tem renda per capita média de R$ 396 mensais, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As demais regiões do país têm renda per capita mensal acima de R$ 700 e na região Norte o valor é R$ 440. Quando se trata de alunos do 9° ano, o perfil muda. O número maior de estudantes que pretendem estudar e trabalhar está em regiões mais ricas: Distrito Federal (65,7%), seguido por Santa Catarina (65,1%) e Espírito Santo (62,5%). Os Estados com maior porcentagem de alunos que pretendem apenas estudar estão no Norte e Nordeste: Maranhão (41,2%), Acre (41%) e Amapá (40,8%). As maiores porcentagens de estudantes que querem apenas trabalhar estão em São Paulo (2,5%), Pernambuco (2,2%) e no Ceará (2%). AprendizDe acordo com a secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Isa de Oliveira, o trabalho a partir do 9° ano pode ser positivo se for como aprendiz. "O programa vai exigir do adolescente a continuidade dos estudos, além de cobrar um bom desempenho escolar. Em outras condições, trata-se de uma inserção no mercado de trabalho que pode motivar o abandono e a negligência com a escola." Os dados do Ministério do Trabalho mostram, no entanto, que em 2012 foram admitidos apenas 286.827 novos participantes no Programa Jovem Aprendiz – uma parceria do governo com empresas particulares para inserção dos jovens no mercado de trabalho. O número corresponde a 14,4% dos estudantes que desejavam trabalhar e estudar. Segundo o ministério, há capacidade para maior absorção. Caso todas as empresas de médio e grande portes destinassem um mínimo de 5% das vagas para os adolescentes, como determina a legislação (Lei 10.097/00 e Decreto 5598/05), haveria pelo menos 1.236.051 novas admissões por ano. Analisando os números, a diretora executiva do Todos pela Educação tem outra preocupação: "Os dados não mostram aqueles que estão fora das escolas e do mercado de trabalho. Os jovens em idade escolar que não estudam nem trabalham têm aumentado em número no Brasil". O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) constatou que, de 2000 a 2010, o número dos chamados nem nem, jovens de 15 a 29 anos que nem estudam nem trabalham aumentou em 708 mil. "Precisamos olhar também para eles", diz.
Mariana Tokarnia Da Agência Brasil, em Brasília
Escrito por Carlos José Linardi às 10h44
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Machado de Assis e Vinícius de Moraes já foram censores, diz professora da USPMontagem/Reprodução  Cristina Prochaska, Susana Vieira, Juca de Oliveira, Paulo Gracindo e Francisco Cuoco: atores cujos personagens em novelas foram alterados pela censura federal durante os anos da ditadura militar
Quando se fala em censura no Brasil vem acoplada àquele conceito a ideia de ditadura militar. No entanto, segundo conta a professora Cristina Costa, diretora do Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura da USP (Obcom), não houve período de nossa história em que não houvesse censura. Inclusive, segundo seu relato, grandes intelectuais brasileiros já foram censores, como Machado de Assis, Di Cavalcanti e até Vinícius de Morais. Neste último episódio do especial sobre censura no Brasil, a diretora do Obcom, que armazena arquivos da censura prévia realizada no teatro paulista do período da ditadura, dá uma entrevista em que elabora um pequeno panorama de como nossa sociedade está culturalmente atrelada a essa prática de controle das idéias e dos costumes. Leia:
http://televisao.uol.com.br/noticias/redacao/2013/01/21/machado-de-assis-e-vinicius-de-moraes-ja-foram-censores-diz-professora-da-usp.htm
Escrito por Carlos José Linardi às 13h28
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Estaremos em recesso do dia 20 de Dezembro ao dia 6 de Janeiro.
Desejamos aos nossos clientes e amigos feliz natal e um próspero ano novo. 
Escrito por Carlos José Linardi às 11h54
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Escolas usam simulado para diagnosticar quais matérias aluno precisa estudar para o EnemCláudia Emi Izumi Do UOL, em São Paulo 
Simulados que testam alunos do ensino médio para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) existem aos montes na internet. Alguns, inclusive, trazem questões comentadas para facilitar o planejamento de estudo, tendo em vista o exame nacional. O da startup Geekie foi além. A plataforma de ensino-aprendizagem desenvolvida pela empresa brasileira fornece um relatório personalizado sobre o rendimento na prova. Com isso, o aluno fica sabendo em que seus conhecimentos estão deficitários e quais matérias precisam ser revistas, por exemplo. Até o momento, 10 mil estudantes de escolas particulares já se testaram com o simulado. E, como a Geekie oferece um simulado gratuito para cada unidade vendida, outros 10 mil estudantes de escolas públicas também foram beneficiados. “É um diagnóstico importante para o professor, que pode reforçar conceitos e orientar seus alunos. Serve de ferramenta de gestão para o professor”, explica o diretor de planejamento e estratégia do Colégio Bandeirantes, Eduardo Tambor. A nota do simulado da Geekie é determinada pela metodologia TRI (Teoria de Resposta ao Item), a mesma usada pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), que dá pesos diferentes às questões de acordo com o nível de dificuldade delas. “Hoje o aluno não tem praticamente nenhum diagnóstico sobre seu desenvolvimento na prova”, diz Cláudio Sassaki, cofundador da startup, que reúne 25 sócios. “Nosso programa leva em consideração a dificuldade da questão e até se ocorreu um chute em uma questão.” O sistema possui outra novidade, que é mostrar a posição do aluno em relação aos “concorrentes” que fizeram as mesmas provas e quais universidades seriam acessíveis de acordo com pontuação no simulado, com questões de múltipla escolha. “Os gráficos indicam em que o aluno foi mal e em que foi bem e quanto precisa avançar na pontuação para entrar em cursos de universidades reconhecidas no país”, diz Franklin Gutierres, diretor de serviços da Escola Técnica Capela do Socorro (zona sul de São Paulo), que utiliza o simulado. OnlineO simulado da Geekie tem duas versões. Uma em papel, adotada por instituições de ensino da rede pública e particular, e outra online, usada durante uma campanha nacional feita pela empresa em parceria com o jornal "O Estado de S. Paulo". Nessa empreitada, outros 70 mil alunos puderam testar seus conhecimentos. A ferramenta online foi usada por 40 mil estudantes no Ceará, como parte de uma estratégia da Seduc (Secretaria de Estado de Educação) que pretende usar a tecnologia para melhorar as deficiências do Estado. “A taxa de abandono, no primeiro ano do ensino médio, em 2011, foi de 14,2%, problema que está atrelado ao baixo nível de competências elementares como a leitura, a escrita e o raciocínio lógico”, comenta o coordenador de aperfeiçoamento pedagógico da Seduc, Rogers Mendes. “Ainda assim, o Ceará possui o melhor número do Nordeste em termos de alunos matriculados no ensino médio, mas o percentual ainda é de 49%” Mendes adianta que o governo estadual pretende repetir o simulado Geekie em 2013 com os estudantes do ensino médio. Por sua vez, a Geekie já trabalha no desenvolvimento de outras ferramentas para o ano que vem, como disponibilizar conteúdo de estudo personalizado para cada aluno, segundo a nota obtida no simulado Geekie.
Escrito por Carlos José Linardi às 11h47
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Vestibulares deste ano já terão que aplicar nova Lei de Cotas, diz MercadanteO ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta segunda-feira (15) que os vestibulares das universidades federais que serão aplicados já neste ano terão que se ajustar à nova Lei de Cotas. A norma foi regulamentada hoje, no Diário Oficial da União. “Todos os vestibulares desse ano terão que fazer ajuste", disse o ministro. De acordo com o ministro, o critério para raça será autodeclaratório. Já o de renda exigirá comprovação. Ele disse que as universidades não poderão usar critérios adicionais, como o utilizado pela UnB (Universidade de Brasília), que faz com que a candidatura do estudante passa por uma banca de avaliação. "Essa não é recomendada para ser uma política nacional. A universidade não tem direito de declarar a raça a que um cidadão pertence." A nova norma também já vale para o próximo Sisu (Sistema de Seleção Unificada). "No caso do Sisu, nós regulamentaremos conforme o decreto e portaria. Todas as instituições terão que cumprir a lei", disse o ministro. Os estudantes cotistas poderão contar, afirmou Mercadante, com um sistema de tutoria para ajudar nos estudos. Porém, o modelo ainda está sendo definido pelo MEC (Ministério da Educação). DisputaMercadante anunciou também que o estudante cotista que não for aprovado em alguma das vagas reservadas poderá continuar na disputa para as vagas gerais. A norma vale pelos próximos quatro anos, quando a nova lei, que exige reserva de 50%, estará totalmente implantada. “Todas as universidades terão que garantir que os estudantes que optarem pela cota possam disputar depois, se não entrarem pela cota, a disputa geral. Porém, a universidade que desejar, pode permitir que ele dispute primeiro a geral e, depois, a de cotas." Ainda segundo o ministro, as universidades terão a liberdade de, se quiserem, fazerem uma subcota para indígenas, já que a lei os trata em conjunto com pretos e pardos. “Achamos que é justo que acha um subconjunto para indígenas, especialmente em Estados que haja uma demanda específica”, afirmou Mercadante, citando as regiões Norte e Centro-Oeste. A seleção seguirá as regras das universidades. Ou seja: elas estão livres, por exemplo, para estabelecerem uma nota de corte mínima mesmo para as vagas reservadas. CritériosA lei de cotas estabelece que 50% das vagas das instituições federais (universidades e institutos) serão destinadas a alunos de escolas públicas. No caso das universidades, o candidato cotista precisará ter cursado "integralmente o ensino médio em escolas públicas, inclusive em cursos de educação profissional técnica". A partir daí, haverá uma nova divisão: dentre esses 50%, metade será reservada para alunos com renda menor que 1,5 salário mínimo; a outra metade, para os que têm renda acima desse valor. Após essa divisão, será aplicado o critério racial: haverá vagas reservadas para os estudantes com renda menor que 1,5 salário mínimo para alunos negros, pardos e indígenas, de acordo com a participação dessas populações no último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O mesmo acontece para os que tem renda maior. Segundo o decreto, os resultados do Enem poderão ser utilizados como critério de seleção para o ingresso nas instituições federais vinculadas ao MEC (Ministério da Educação) que ofertam vagas de educação superior. As universidades terão que implementar, pelo menos 25% da reserva de vagas a cada ano, devendo a lei estar completamente em vigor até 30 de agosto de 2016.
Escrito por Carlos José Linardi às 16h18
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Autran Dourado morre aos 86 anosAutor de 'Ópera dos Mortos' foi enterrado na tarde deste domingoJean-Philip Struck  O escritor Autran Dourado. Autor de mais 20 livros morreu na manhã deste domingo (Ana Carolina Fernandes/Folhapress) O escritor mineiro Autran Dourado morreu na manhã deste domingo, aos 86 anos, em sua casa no Rio de Janeiro, segundo comunicado da família. Recentemente, Dourado havia passado cinco meses internado devido a problemas respiratórios. O enterro foi realizado por volta das 16 horas, no cemitério São João Batista, em Botafogo. Nascido em 1926, na cidade de Patos de Minas, Waldomiro Freitas Autran Dourado publicou mais de 20 livros, entre romances, novelas e ensaios. Sua primeira obra, Teia, foi publicada em 1947. Também publicou Uma vida em segredo (1964) e Confissões de Narciso (1997). Seu romance mais famoso, Ópera dos mortos, de 1967, chegou a ser incluído pela Unesco, da Organização das Nações Unidas (ONU), em uma coleção de Obras Representativas da Literatura Universal. Os Sinos da Agonia (1974), outro trabalho de sua autoria, foi adotado em exames de admissão de universidades na França. Dourado recebeu diversos prêmios ao longo de 60 anos de carreira, incluindo, em 2000, o Prêmio Camões, o mais prestigiado da língua portuguesa. Em 2008, recebeu da Academia Brasileira de Letras o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto da obra. Dourado morava no Rio de Janeiro desde 1954. Entre 1955 e 1960, ele atuou como secretário de imprensa do presidente Juscelino Kubitschek, do que tratou no livro de memórias Gaiola Aberta: Tempos de JK e Schmidt (2000). "A minha intimidade com JK ia a tal ponto que chegava mesmo ao ridículo de eu despachar com ele no banheiro", escreveu.
Escrito por Carlos José Linardi às 14h03
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Parceria entre escola e família deve priorizar a aprendizagem
Flávio Aquistapace - 06/09/12 Aumentar a participação da família nas decisões escolares e estruturar o aprendizado em casa estão entre as principais recomendações para fortalecer o vínculo entre a escola e o contexto local. “O que mais se vê é a culpabilização de uma pela outra, pela repetência, evasão escolar e violência na escola”, aponta Miriam Abramovay, socióloga e pesquisadora da área de juventude. A estudiosa ressalta que existe uma defasagem entre o tipo de aprendizagem que a escola oferece e a realidade cotidiana proporcionada pela cultura de rua e do jovem. “A escola ficou no século passado ao não considerar o que vem de fora, demonstrando que não está preparada para as crianças e jovens do século 21”, considera. Para que a parceria aconteça de fato, afirma Abramovay, é necessário rever responsabilidades, limites e expectativas de cada uma das partes – família e escola. Outro aspecto limitante dessa relação é o pouco espaço dado às famílias na construção das práticas educativas da escola. “Na maioria das vezes as família são chamadas apenas para a entrega das notas ou porque existe algum problema com seus filhos”, ressalta. Não existe, acrescenta ela, por parte das famílias – mais ainda se situadas em áreas de alta vulnerabilidade social – , uma “cultura da reivindicação” que permita saber não apenas o que seu filho está aprendendo, mas também como são as relações sociais, o cotidiano e o clima no ambiente escolar. Aproximar a família, ouvindo suas queixas e dando início ao diálogo, reconhecendo que os familiares podem ter voz dentro das escolas é um dos primeiros passos para reverter essa distância. Por outro lado, Abramovay sugere que a escola peça das famílias maior atenção com suas crianças e jovens. Também é fundamental que os pais criem em casa um ambiente estruturado para o estudo e a aprendizagem. “Importantíssimo que os pais saibam que há diferença entre ter três livros em casa e não ter nenhum. Isso certamente desperta o interesse e também o rendimento da criança na escola”, pontua Miriam. Aprendizagem Para Denis Mizne, diretor geral da Fundação Lehmann, organização sem fins lucrativos, voltada à melhoria da educação pública no Brasil, “não existe o aluno e o filho como duas entidades separadas. São a mesma pessoa.” O foco primordial da escola, ressalta, deve estar na aprendizagem. Num contexto de vulnerabilidades sociais e baixo acesso aos serviços públicos, os avanços na qualidade do ensino acabam sendo pouco discutidos. Segundo Mizne, a colaboração mútua entre a comunidade escolar e a família deve priorizar o pleno desenvolvimento do aluno em sala de aula. “Boa parte dos pais não tiveram acesso a uma boa escola. Falta repertório de vivências e exemplos de como se deve supervisionar a educação escolar em casa. A ideia da necessidade de acompanhamento pelos pais é algo recente”, afirma. Uma medida interessante, sugere ele, seria apresentar com nitidez quais são as diretrizes curriculares da escola, para que os pais possam averiguar qual o aproveitamento real de seus filhos ao longo do ano letivo. O investimento em melhores condições de trabalho para os professores pode ajudar a estreitar esses laços. “A carreira deveria ser estruturada de forma a facilitar a vinculação do educador a uma única escola, o que certamente contribuiria para fortalecer a relação com a comunidade”, defende Mizne. O debate entre especialistas ocorreu durante a mesa “Práticas de aproximação com a família e a comunidade”, realizada em São Paulo durante o I Seminário de Proteção Escolar, na última semana de agosto.
Escrito por Carlos José Linardi às 14h43
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Maioria dos brasileiros tem que pagar por qualidade inferiorMais da metade de quem se forma em universidades no país (64%) tem de pagar pelos estudos. Mas entre as 30 melhores universidades do país avaliadas, considerando pesquisa científica, inovação, ensino e avaliação do mercado, apenas 3 são particulares. O problema, para o cientista político Simon Schwartzman, é que a maioria das particulares investe pouco no corpo docente e na infraestrutura. Nas universidades pagas, só 23% dos docentes têm doutorado. O número sobe para 55% nas públicas. "Com raras exceções, as instituições de ensino superior privadas pagam pouco e investem pouco", diz. Mas é delas que sai boa parte da massa formada no Brasil para o mercado. A PUC-Rio, melhor universidade privada do país, oferece 8 dos 10 cursos que mais formam no Brasil --incluindo os três primeiros: administração, direito e pedagogia. O Sudeste é a única região com mais universidade privada (52) do que pública (28). Isso acontece, diz Ana Célia Bahia, reitora da Unama (Universidade da Amazônia), porque é difícil atender os critérios do MEC para o status de universidade --como ter programas de doutorado. A Unama tem um programa de doutorado, em educação, e precisa de outro até 2016 para manter o status. "Não há previsão de um novo programa." (SABINE RIGHETTI)
Escrito por Carlos José Linardi às 14h03
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21/08/201212h00 > Atualizada 21/08/201212h49 Escola com pior nota nos anos iniciais no Ideb 2011 em Alagoas ainda nem iniciou o ano letivo As aulas ainda não começaram na Escola Estadual Professor Luiz Carlos, estabelecimento que amarga o pódio no ranking entre as 20 escolas que obtiveram pior desempenho na avaliação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em Alagoas. O Estado também acumula a lanterninha numa lista com as notas do Ideb, tanto para os anos iniciais (1º a 5º anos) quanto para os anos finais (6º ao 9º) do fundamental. A previsão para o começo do ano letivo é dia 28 de agosto. Um cartaz colado na porta da escola avisa: os pais devem estar presentes no início das aulas para saberem como será o calendário do primeiro semestre. O prédio da escola não tem condições de receber os alunos pois está em reforma. O problema está sendo causado pelo atraso nas obras feitas nesta e em outras unidades do Estado, iniciadas durante o recesso escolar. Segundo a SEE (Secretaria de Estado da Educação e do Esporte), além da Escola Estadual Professor Luiz Carlos, outros 13 estabelecimentos estão sem funcionamento. A dona de casa Francisca Maria da Silva, 43, espera ansiosa o início das aulas, pois já não aguenta mais ver a filha, Mariana Silva, 11, ficar na frente da televisão o dia todo. “Não tenho condições de pagar uma escola particular. Tentei transferi-la para outra escola, mas não consegui. A gente fica numa situação difícil sem saber o que fazer com essa menina o dia todo ociosa em casa em vez de estar estudando.” Nota baixaLocalizada em Maceió, a Escola Estadual Professor Luiz Carlos obteve nota 1,2 no Ideb 2011 para os anos iniciais, enquanto a meta era de 3,6. A nota do Brasil no índice foi 5 para esta etapa. A instituição parecia estar em um caminho de aumento das notas: depois de ficar com 2,4 nos anos de 2005 e 2007, ela havia conseguido obter 3,0 em 2009. O Ideb é calculado a cada dois anos. Segundo os dados divulgados pelo MEC (Ministério da Educação), 18 das 20 escolas que obtiveram pior desempenho estão localizadas no interior do Estado. É o caso da Escola Estadual Anália Tenório, na cidade de Olho d’Água Grande (a 156km de Maceió). A escola ficou com nota 1,7, enquanto deveria ter atingido 2,8. Todas as 20 piores notas das escolas em Alagoas variaram entre 1,2 e 1,9 – abaixo das metas para 2011. Nota 1,7Outra escola estadual localizada na capital alagoana que também obteve resultado ruim foi a José Correia da Silva Titara, localizada no Cepa (Centro Educacional de Pesquisas Aplicada), no bairro do Farol. A escola ficou em 3º lugar na lista das 20 piores notas em Alagoas com o resultado de 1,7 enquanto deveria, segundo a meta estabelecida pelo MEC, ter alcançado a nota 5,0. O UOL visitou a José Correia da Silva Titara na última sexta-feira (17) e encontrou muita reclamação dos alunos. A estudante Ana Paula Vieira, 19, que cursa o 1º ano do magistério, se mostrou espantada com a nota que a escola tirou. Para ela, a escola pelo menos deveria ter obtido a projeção do MEC, com nota de 5,0 e classificou a nota como “vergonhosa”. “É uma vergonha para nossa escola que oferece o curso de magistério. Estou estudando para me tornar professora e já vejo as deficiências em sala de aula para conseguir me capacitar”, disse a jovem. Uma outra aluna, que pediu para não ser identificada, também reclamou da falta de estrutura e professores para reverter o desempenho da escola. “Nossa escola está concluindo hoje [sexta-feira, 17] o primeiro semestre. É uma das que estão em uma situação mais confortável, mas me espantei com a nota”, disse a estudante, reclamando que a irmã cursa 6º ano pela manhã e ainda não teve aula de química “por falta de professor”. Enquanto a reportagem do UOL esteve nas dependências da unidade, no fim da tarde da sexta-feira (17), ninguém da direção apareceu para comentar o assunto, apesar de a reportagem ter pedido contato com os responsáveis. Outro ladoApesar de a reportagem do UOL ter enviado um e-mail com questionamentos específicos o que poderia ter ocorrido com as escolas Professor Luiz Carlos e José Correia da Silva Titara que não obtiveram notas boas no Ideb, a SEE não comentou o desempenho das notas das duas unidades da rede estadual de ensino. Em nota, a SEE afirmou que 67 escolas da rede estadual alcançaram notas acima da projeção do Ideb 2011 e destacou que “assim como o restante do país, o Estado apresentou desempenho abaixo do esperado no ensino médio, que caiu de 3,1 em 2009 para 2,9 em 2011.” “Em 2014, quando será divulgado o Ideb de 2013, a educação de Alagoas estará em outro patamar. Para que isso aconteça, estamos investindo em diversas frentes, como a modernização da gestão escolar, melhoria da infraestrutura escolar e ampliação da informatização das unidades”, disse o secretário Adriano Soares, titular da pasta, por meio de nota. O secretário ressaltou ainda que a secretaria pretende focar na valorização dos profissionais da educação e que “o Estado está concluindo um novo PCC (Plano de Cargos e Carreiras) que permitirá uma melhor remuneração e ascensão mais rápida na carreira para os servidores.” Dentre as ações, a SEE destacou que até o final deste ano estará realizando concurso público para contratação de novos professores “para suprir as carências existentes em sala de aula.” Consulte a nota geral do seu EstadoO que é IdebO Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) é a "nota" do ensino básico no país. Numa escala que vai de 0 a 10, o MEC (Ministério da Educação) fixou a média 6, como objetivo para o país a ser alcançado até 2021. O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar (ou seja, com informações enviadas pelas escolas e redes), e médias de desempenho nas avaliações do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o Saeb – para os Estados e o Distrito Federal, e a Prova Brasil – para os municípios. Criado em 2007, o Ideb serve tanto como dignóstico da qualidade do ensino brasileiro, como baliza para as políticas de distribuição de recursos (financeiros, tecnológicos e pedagógicos) do MEC. Se uma rede municipal, por exemplo, obtiver uma nota muito ruim, ela terá prioridade de recursos. O índice é divulgado a cada dois anos.
Escrito por Carlos José Linardi às 13h17
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Pesquisa revela nível de reprovação e abandono escolarSão Paulo - De todos os alunos matriculados no 6.º ano do ensino fundamental das redes estaduais de Alagoas, Sergipe e Rio Grande do Norte, no ano passado, apenas a metade foi aprovada para a série seguinte. A outra parte foi reprovada ou abandonou a escola. Os dados - divulgados pelo Inep e tabulados para o jornal O Estado de S.Paulo pelo economista Ernesto Martins Faria, da Fundação Lemann - mostram como as primeiras séries de cada ciclo escolar são as que concentram os picos de reprovação e abandono. Considerando as 27 unidades da Federação, por exemplo, só 11 delas aprovam mais de 80% dos estudantes no 6.º ano (antiga 5.ª série). Uma situação que se agrava ainda mais no primeiro ano do ensino médio, quando nenhuma unidade da Federação atinge os 80% de aprovação. Nesse caso, além do alto índice de reprovação, cresce também o porcentual de alunos que abandonam os estudos. No Rio Grande do Norte, o índice dos que saíram da escola chegou a 29%. "São as dificuldades da transição. Quando vai para o 6.º ano, além da mudança do formato - ele passa de um para vários professores -, alguns estudantes também saem da rede municipal e vão para a estadual. Isso impacta", explica Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann. No caso do ensino médio, acrescenta Mizne, os índices de reprovação mostram que, além do currículo desinteressante, há uma falta de aprendizagem acumulada. "É só lembrar que, como mostra a Prova Brasil, apenas 10% dos alunos terminam o fundamental com o conhecimento adequado de matemática." No Rio Grande do Sul, Estado que menos aprova no primeiro ano do ensino médio - apenas 54,2% estão aptos à série seguinte -, está prevista uma mudança curricular atrelada à conscientização docente. "Temos esse índice desde 1975. Precisamos fazer com que esses números sensibilizem diretores e professores", admite o secretário estadual de Educação, José Clovis de Azevedo. DescasoSegundo os especialistas, ao reprovar um aluno, a escola contribui para que aumente o porcentual de estudantes com distorção entre série e idade e pode fazer com que esse estudante se sinta estigmatizado. Isso além do impacto financeiro, que passa dos R$ 14 bilhões. Um sinal claro de que a escola não está cumprindo o seu papel. "Em um bom sistema educacional, o índice de aprovação beira os 100%", afirma Márcio da Costa, do grupo de pesquisas de sistemas educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Mas não adianta só decidir aprovar, é preciso verificar as causas da repetência e combatê-las." Segundo ele, há casos em que a reprovação pode ser uma forma de pressionar o aluno a abandonar a escola ou até uma punição por indisciplina. "Basta ver que, caso apresentem o mesmo rendimento, é mais comum o docente aprovar uma garota que um menino, que é tradicionalmente mais travesso." TradiçãoPara o professor da Faculdade de Educação da USP Ocimar Alavarse, as reprovações refletem a característica excludente da educação brasileira. Em 2011, foram reprovados 9,6% dos estudantes do fundamental e de 13,1% do médio. "É inaceitável e segue a lógica restritiva de que estudar é algo só para os que são considerados bons. Não é. Toda criança fica nove anos no ensino fundamental e a tarefa da escola é garantir que elas saiam de lá parecidas." Mudar esse cenário é um movimento que, mesmo de forma lenta e sob pressão, deve começar a acontecer. Isso porque o fluxo escolar é um dos fatores que interferem no Ideb, o índice de desenvolvimento da educação básica instituído em 2007, que, entre outros fatores, atrela o resultado educacional a repasses financeiros. No cálculo do Ideb, a nota de cada escola é a média entre a performance dos estudantes na Prova Brasil e o porcentual de aprovação. Logo, instituições com a mesma nota na prova podem ter índices de Ideb diferentes. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Escrito por Carlos José Linardi às 14h07
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Maioria das universidades federais rejeita proposta de reajuste do governoA maioria das assembleias de docentes das universidades, institutos e centros tecnológicos federais rejeitou a segunda proposta de reajuste e reestruturação de carreiras, apresentada pelo governo na última terça-feira (24). De acordo com o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), até as 11h30 de hoje (31) 48 de 57 instituições de ensino superior haviam votado pela continuidade do movimento. Amanhã (1°), os professores se reúnem às 21h com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a fim de dar uma resposta oficial à proposta da União. O governo federal ofereceu reajuste de 25% a 40% a ser aplicado em três anos ao salário dos docentes, em lugar dos aumentos a partir de 12% inicialmente sugeridos. No entanto, a posição da Andes é que reivindicações importantes acerca de progressão de carreira, gratificações e avaliação de desempenho não foram contempladas. “Ele [Ministério do Planejamento] está aguardando nossa avaliação. Até o momento, a maioria das instituições está rejeitando a proposta. Vamos sistematizar esses resultados e redigir uma posição oficial até o fim do dia de hoje”, explicou Marinalva Oliveira, presidenta da Andes.
Escrito por Carlos José Linardi às 11h36
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Dilma aprova lei que troca dívidas de universidades por bolsasFLÁVIA FOREQUE KELLY MATOS DE BRASÍLIA A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quinta-feira lei que prevê o abatimento da dívida de instituições de ensino superior por meio da oferta de bolsas integrais do Prouni (Programa Universidade para Todos), destinada a estudantes com renda familiar de até um salário mínimo e meio (R$ 933) por pessoa. A medida, incluída em lei que trata de temas variados --como a extensão do RDC (Regime Diferenciado de Contratações para obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento),-- recebeu seis vetos, sugeridos pelos ministérios da Educação, Fazenda e Planejamento. Entre os pontos vetados, está o item que previa um desconto de 60% no valor de multas aplicadas às instituições sem fins lucrativos, decorrente do atraso do pagamento da dívida com o Estado. "O veto (...) garante o mesmo tratamento a todas as instituições participantes do Proies", afirma a justificativa publicada no "Diário Oficial" da União de hoje. Foi mantido, no entanto, o artigo seguinte, que prevê desconto de 40% nas multas --ou seja, todas as instituições que aderirem à medida poderão ter esse abatimento. O Proies (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior) foi o nome dado ao benefício concedido às instituições de ensino superior. Um dos objetivos da proposta, diz o texto, é "a recuperação dos créditos tributários da União". As instituições interessadas em aderir ao programa poderão converter até 90% da sua dívida em bolsas do Prouni. Os outros 10% poderão ser parcelados num prazo de 15 anos. Em contrapartida, elas deverão atender alguns requisitos, como a "demonstração periódica da capacidade de autofinanciamento e da melhoria da gestão".
Escrito por Carlos José Linardi às 10h22
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Escrito por Carlos José Linardi às 15h10
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