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Lula assina acordo ortográfico que entrará em vigor em 2009
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na tarde desta segunda-feira (29), o decreto que estabelece o cronograma para a vigência do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O evento aconteceu no Rio de Janeiro, em cerimônia na Academia Brasileira de Letras, durante sessão solene de celebração dos 100 anos de morte de Machado de Assis.
"O acordo tem, na verdade, uma importância maior do que pode parecer à primeira vista. Por isso, precisa ser explicado com clareza para os cidadãos desse país", disse Lula, durante a cerimônia.
Para o presidente, o acordo é um resgate das origens. "Quero destacar o resgate dos nossos laços com a África, principalmente com os países de língua portuguesa. É o reencontro do Brasil com suas raízes mais profundas, um reencontro consigo mesmo".
Sem consenso A unificação ortográfica dos países de língua portuguesa é discutida desde 1991. Entre escritores e gramáticos, não há consenso sobre a reforma.
O gramático e imortal da Academia Brasileira de Letras Evanildo Bechara acredita que não há desvantagem na unificação do idioma. "Para uma pessoa culta, essas alterações não representam uma dificuldade, mas para uma criança ou uma pessoa menos preparada, a diferença na ortografia pode causar dificuldade no entendimento do texto".
Na outra ponta, o filósofo e escritor Hélio Schwartsman diz que "nunca foram meia dúzia de consoantes mudas --como nas formas lusitanas "adopção" e "óptimo"-- que constituíram barreira à intercomunicabilidade entre leitores e escritores dos dois lados do Atlântico".
Em vigor O acordo entra em vigor a partir de janeiro de 2009, mas as duas normas ortográficas --a atual e a prevista no acordo-- poderão ser usadas e aceitas como corretas nos exames escolares, vestibulares, concursos públicos e demais meios escritos até dezembro de 2012.
A reforma ortográfica prevê mudanças na língua portuguesa, como o fim do trema, a supressão de consoantes mudas, novas regras para o emprego do hífen, inclusão das letras w, k e y ao idioma, além de novas regras de acentuação.
O acordo foi assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, para unificar o registro escrito nos oito países que falam português: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.
A medida, segundo o MEC (Ministério da Educação), deve facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre os países e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa.
FONTE: UOL Educação
Escrito por Carlos José Linardi às 12h17
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Para secretários do MEC, fracasso na aprendizagem é responsabilidade do poder público
Da Agência Brasil Brasília - Um milhão e 300 mil crianças e adolescentes brasileiros de 8 a 14 anos não sabem ler nem escrever. Desse total, 84,5% freqüentam a escola. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais 2008, divulgada nesta quarta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Para o secretário de educação continuada, alfabetização e diversidade do MEC (Ministério da Educação), André Lázaro, a responsabilidade por esse fracasso da aprendizagem é do poder público.
"A gente não pode falar em culpa, mas em responsabilidade. E a responsabilidade é do poder público. Quem não deu carreira e um piso nacional ao professor foi o poder público, quem deixou frouxa essa articulação entre avaliação e diretrizes curriculares foi o poder público. O único que não tem culpa é o aluno", indicou.
A secretária de educação básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, classificou o resultado como "grave" e defendeu que o problema é conseqüência de "uma escola que não sabe ensinar a todos".
"É o reflexo de um país que não priorizou a educação para todos e que, de 20 anos para cá, tem priorizado. Então nós temos uma dívida de séculos para pagar, junto com a agenda do século 21. A escola era muito elitista e seletiva, ela excluía milhares de alunos da aprendizagem. O desafio agora é garantir que todas as crianças estejam na escola e aprendendo", apontou.
Para a secretária, o contexto social também influencia diretamente nos resultados. "Nós temos que lembrar que o Brasil é profundamente injusto, tem uma iniqüidade muito grande. A distribuição de renda, a injustiça social, a diferença de oportunidade, isso tudo reflete no sucesso escolar. Em vez de lamentar, cabe ao poder público ter políticas concretas para diminuir essas injustiças", disse Maria do Pilar Lacerda.
Mais precisão André Lázaro destacou que os instrumentos de avaliação criados recentemente pelo ministério, como a Provinha Brasil e o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), permitem enxergar "com mais precisão" o problema.
"A gente agora pode ver onde estão essas crianças, qual é a formação de professores, que tipo de apoio essa escola vai precisar. O importante é não brigar com os dados, se nós ignorarmos, nós não melhoramos", defendeu.
Para Lázaro, o caminho para melhorar a qualidade da educação já está traçado. "Nós estamos criando o sistema nacional de formação para professores, a Provinha Brasil, o Ideb. A família e a sociedade estão mobilizadas", disse. A melhoria no acesso à educação infantil que, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar), passou de 67% para 70% de 2006 para 2007, fará diferença na qualidade do ensino, disse o secretário.
Desvalorizados Pilar e Lázaro defendem que os professores não podem ser responsabilizados pelo baixo desempenho verificado na pesquisa, já que, por muito tempo, foram desvalorizados e não tiveram a formação adequada.
Para incrementar essa formação, Pilar destacou o curso Pró-Letramento, que capacita professores das séries inciais do ensino fundamental em matemática e português. Hoje, 350 mil professores participam do curso, que tem 240 horas de duração.
Sobre a constatação do IBGE de que aumentou a distância entre brancos e negros no acesso à educação, Lázaro disse que os dados foram uma surpresa.
"Me surpreendeu essa informação, a gente vai precisar de mais detalhes. Os números não expressam as políticas afirmativas que nós adotamos e que outras instituições adotaram voluntariamente. Essa perpetuação da diferença é constrangedora, não só para o MEC, mas para todo o país. Isso nos desmente como projeto de nação", avaliou.
FONTE: UOL Educação
Escrito por Carlos José Linardi às 11h44
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Esgota a primeira tiragem do livro mais caro do mundo
A primeira tiragem do livro contemporâneo mais caro do mundo, "Michelangelo - La Dotta Mano" ("Michelangelo - A Mão Sábia", em tradução literal), que custa 100 mil euros (R$ 265 mil), se esgotou cerca de um mês após seu lançamento. Os 33 exemplares foram vendidos a colecionadores particulares europeus e americanos.
Outros 33 livros da edição - que será limitada a 99 exemplares - já estão sendo fabricados. Cada unidade leva entre três e seis meses para ser produzida em razão do processo artesanal que resgata as técnicas utilizadas na época do Renascimento italiano.
BBC A capa do livro contém réplica em mármore de uma escultura de Michelangelo Publicado pela editora italiana FMR, por ocasião dos 500 anos do início do trabalho de Michelangelo nos afrescos da Capela Sistina, no Vaticano, o livro sobre a vida e obra do artista pesa 24 quilos.
A capa do livro contém uma réplica em mármore da escultura "Madonna della Scala", uma das primeiras obras de Michelangelo, realizada quando ele ainda era adolescente. A reprodução da escultura foi realizada com mármore do tipo carrara proveniente da mesma pedreira, Il Polvaccio, onde Michelangelo costumava adquirir o material para suas obras.
O veludo de seda que cobre a capa é confeccionado em teares antigos, capazes de produzir apenas oito centímetros de tecido por dia. O luxuoso papel, em puro algodão, é produzido à mão, fibra por fibra. A encadernação também é toda feita à mão e costurada página por página.
Obra de arte A presidente da FMR, Marilena Ferrari, afirma que os livros da coleção Book Wonderful representam uma maneira de reagir à ameaça de desaparecimento do livro impresso, causada pela Internet.
Considerado uma verdadeira obra de arte, o livro reúne 45 gravuras de desenhos e documentos do artista italiano, além de 83 fotos originais das esculturas de Michelangelo feitas pelo fotógrafo Aurelio Amendola.
O texto foi escrito por um amigo de Michelangelo, o pintor e arquiteto italiano Giorgio Vasari, do século 16, conhecido por suas biografias de artistas italianos.
Outros 33 exemplares serão destinados a museus do mundo todo, como o Prado, em Madri, que já recebeu a obra. Vários ateliês de artistas e artesãos trabalharam na realização do livro, entre especialistas em encadernação, impressão gráfica, caligrafia, fotolitogravuras, entre outros.
Mais projetos "Michelangelo - La Dotta Mano" é o primeiro livro da coleção Book Wonderful, da FMR. O segundo, sobre o escultor italiano Canova, será lançado em janeiro próximo. Um outro, sobre a rainha francesa de origem italiana Catarina de Médicis, será totalmente escrito à mão e terá apenas cinco exemplares, que não serão vendidos.
Para o projeto do livro sobre Catarina de Médicis, a FMR precisou criar escolas de caligrafias e trabalhos em miniaturas. O primeiro exemplar dessa obra deve ficar pronto no final deste ano e servirá como uma amostra do trabalho de resgate das técnicas renascentistas desenvolvido pela editora.
A presidente da FMR afirma que irá percorrer o mundo para mostrar essa obra. Segundo ela, a iniciativa tem o objetivo de "mostrar e preservar as origens da produção italiana". Além da sede em Bolonha, na Itália, a editora possui escritórios em Paris, Madri e Nova York, onde a obra pode ser vista.
A única livraria da FMR no mundo está em Paris, na Galérie Véro-Dodat. Os livros da coleção terão garantia de 500 anos. "A composição do papel e dos demais materiais foi pensada pelos artesãos para resistir ao tempo", diz Ferrari. O luxuoso papel não contém ácidos nem derivados de clorina, que causam a deterioração do material com o tempo.
Fonte: UOL Educação
Escrito por Carlos José Linardi às 15h42
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Obra completa de Machado de Assis é lançada em formato digital
Em homenagem ao centenário da morte de Machado de Assis, o MEC (Ministério da Educação) lança nesta terça-feira (23), no Rio de Janeiro, a obra completa do autor em formato digital.
Segundo o MEC, são 243 arquivos, que incluem os livros "Dom Casmurro", "Memórias Póstumas de Brás Cubas", "Quincas Borba" e "Esaú e Jacó". O lançamento, às 18h, faz parte da abertura da exposição sobre o autor na Biblioteca Nacional.
A versão digital das obras é resultado de uma parceria entre o Portal Domínio Público e o Nupill (Núcleo de Pesquisa e Informática, Literatura e Lingüística), da UFSC(Universidade Federal de Santa Catarina). "Nosso objetivo foi o de tornar acessível aos usuários da internet a obra completa, separada por gênero e em ordem cronológica, em edições confiáveis e gratuitas", afirmou o coordenador do portal, Marco Antônio Rodrigues.
Será lançado também um site na Internet para disponibilizar arquivos sobre o autor; teses e dissertações de autores contemporâneos de Machado de Assis; bibliografia, elaborada por Galante de Souza para a Revista do Livro, do Instituto Nacional do Livro, em 1958, além de um vídeo produzido pela TV Escola.
Fonte: UOL Educação
Escrito por Carlos José Linardi às 15h03
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Leitura e coesão do texto são analisadas nos vestibulares
da Folha de S.Paulo
Mais do que correção ortográfica, os vestibulares estão preocupados mesmo é em avaliar a capacidade de leitura e reflexão e a coesão do texto.
"A redação serve para analisar essas competências, que as questões ou testes não conseguem", afirma Francisco Platão Savioli, professor de português do Anglo. "O candidato deve escrever na norma culta da língua. Se o texto estiver muito bem encadeado, os pequenos problemas de gramática ou ortografia não pesarão tanto."
Na Fuvest, serão levadas em conta três características: tema e desenvolvimento, estrutura e expressão. A Unicamp exige que o candidato use de alguma maneira a coletânea de textos dada. Vale a pena consultar o site das instituições para ver exemplos de boas redações.
Correção
As provas são corrigidas sem que o examinador saiba quem é o candidato. Em geral, é feita uma cópia eletrônica do texto, que, em seguida, passa por dois examinadores. Se houver grande discrepância entre as notas, um terceiro corrige.
No ano passado, a redação fez com que Bruna Danielle da Silva Dias, 18, não passasse no vestibular. Ela tenta uma vaga em engenharia química.
"Eu treinava pouco e acabei indo mal. Neste ano, coloquei em primeiro plano a redação e tenho escrito bem mais. Isso vai me ajudar, inclusive, na hora de responder as questões discursivas."
Camila Mucheroni Vidiri, 21, que concorre a uma vaga em medicina, concorda: "Em carreiras muito concorridas, a redação faz toda a diferença, porque os candidatos mais bem preparados vão bem em todas as disciplinas".
Escrito por Carlos José Linardi às 11h25
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Caixa homenageia Machado de Assis em bilhete na Loteria Federal
da Folha Online
Para marcar o centenário da morte do escritor Machado de Assis, a Caixa Econômica Federal lança nesta quinta-feira (11) um bilhete da extração da Loteria Federal com a imagem do fundador da ABL (Academia Brasileira de Letras).
O sorteio da Loteria Federal será no dia 27 deste mês e o prêmio principal é de R$ 100 mil, segundo a Caixa.
Jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, Machado de Assis nasceu no Rio, em 21 de junho de 1839, e faleceu na capital carioca em 29 de setembro de 1908. O escritor presidiu a ABL de 1896 a 1908.
O escritor é considerado um dos maiores nomes da literatura de língua portuguesa. Entre suas obras-primas, destacam-se "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881), "Quincas Borba" (1891) e "Dom Casmurro" (1899).
Desde 1968, a Caixa divulga, nos bilhetes da Loteria Federal, festas populares, datas e personagens históricos da cultura brasileira.
A primeira personalidade do universo cultural convidada para ilustrar as extrações da loteria foi Djanira, que pintou quatro obras: "Inconfidência", "Festa Junina", "Independência e Natividade".
Outros artistas deram continuidade à ação, e os bilhetes tiveram estampadas obras de Aldemir Martins, Alfredo Volpi, Wellington Virgulino, Francisco Rebolo e outros.
Escrito por Carlos José Linardi às 13h32
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Analfabetismo se concentra entre pobres, negros e nordestinos, aponta Unesco
08/09/2008 - 09h38 Da Agência Brasil
Brasília - O analfabeto brasileiro continua sendo em sua maioria nordestino, negro, de baixa renda e com idade entre 40 e 45 anos. A análise é do especialista em educação de jovens e adultos da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura) no Brasil, Timothy Ireland. Na data de hoje, 8 de setembro, a organização comemora o Dia Internacional da Alfabetização.
"A questão do analfabetismo sempre foi minimizada como um direito, mas ela é fundamental para que o cidadão participe de forma democrática. Hoje vivemos na sociedade da informação e do conhecimento, a pessoa que não tem acesso à escrita e à leitura acaba excluída de informações que são necessárias para garantir todos os outros direitos, a saúde, a participação política na sociedade", avalia Ireland.
Dados de 2006 da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontam que 10,38% da população se declara analfabeta absoluta, ou seja, não sabe ler ou escrever um bilhete simples. O percentual representa 14,3 milhões de brasileiros.
O relatório de monitoramento do programa Educação Para Todos, da Unesco, mostra ainda que o índice mais do que dobra na área rural (25%). Entre os negros e pardos, o analfabetismo é duas vezes maior do que entre os brancos.
Desigualdades sociais Para a professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e especialista em jovens e adultos Cláudia Vóvio, o perfil do analfabeto brasileiro reflete as desigualdades sociais do país. "Os dados estratificados mostram as mesmas desigualdades sociais. Onde estão os grupos com maior vulnerabilidade social é onde se encontram as maiores taxas de analfabetismo", analisa.
Na avaliação de Ireland, é preciso reconhecer que o analfabetismo vem diminuido no país, mas ainda de forma lenta. Em 2000, o Brasil assinou o compromisso Educação para Todos, estabelecido durante a Conferência Mundial de Educação em Dacar. Entre as metas, está a redução das taxas de analfabetismo para 6,7% até 2015. Segundo a Unesco, se os índices continuarem caindo nesse ritmo, o Brasil não cumprirá o acordo.
"O Brasil tem avançado bastante a partir do momento que estabeleceu uma política nacional de educação para jovens e adultos, mas o esforço ainda não está refletido nos números. Acreditamos que ainda precisamos de mais recursos para atuar nessa área", defende o especialista.
Escrito por Carlos José Linardi às 12h11
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Depois de 60 anos, você acha que os Direitos Humanos são respeitados?
Em 2008, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, completa 60 anos.
No dia 10 de dezembro de 1948, sob a presidência do jurista australiano Herbert Evatt, todos os países membros da ONU votaram a favor do texto do documento, embora as nações ligadas à União Soviética, a África do Sul e a Arábia Saudita tenham optado pela abstenção.
Basicamente, a Declaração tem importância por reconhecer que a dignidade de todo homem consiste em ele ser uma pessoa, que tem de ser respeitada em sua individualidade, bem como integridade física e psicológica. O que fundamenta esse direito (do qual decorrem os outros) é pura e simplesmente a existência de cada ser humano. Basta nascer para usufruir dele.
Você acha que, depois de 60 anos, os Direitos Humanos são respeitados?
Escrito por Carlos José Linardi às 10h38
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Escolas usam games e blogs para ensinar
INTERAÇÃO >> Para conseguirem mais atenção, instituições se aproximam da tecnologia; pais assistem a eventos pela rede
DA REPORTAGEM LOCAL
O método de ensino tradicional, em que o professor explica e o aluno anota, perde espaço diante dos recursos da comunicação digital. Para conseguirem a atenção das crianças, instituições de ensino se adaptam à realidade do seu público-alvo, acostumado, desde cedo, a ter acesso a ferramentas tecnológicas. Desde o ano passado, alunos do sexto ao nono ano do Colégio Santa Maria, em SP, têm a opção de participar da oficina de criação de games, que é oferecida como atividade extra. "A gente desenvolve pequenos jogos para computador. A idéia é usar o interesse que o aluno já tem nesse tipo de atividade para desenvolver alguns conceitos importantes no sentido pedagógico", afirma o professor de informática Muriel Vieira Rubens, 27. "Os alunos estudam conceitos de física, como velocidade e gravidade, para construir personagens. E, também, têm noções de arte, como sombra e luz, para construir cenários."
Criador "Totalmente viciado em games", como diz, Felipe Coutinho, 12, aluno do sétimo ano do Santa Maria, aproveitou a oficina para aprender a fazer jogos, e não apenas brincar com eles. "Criei um game de hóquei para a Olimpíada. Tive que fazer programações e aprender muito inglês, porque o programa estava nessa língua." O garoto tomou gosto pela atividade e já criou vários games de ação e corrida. "Dá para aprender muito, mais do que na sala de aula", diz. Estimulada pela professora Veronice Leal, 43, do quinto ano do Colégio Santa Maria, Isabella Perez, 10, resolveu criar um blog (www.isabellaperez.blogspot.com). "Coloco dicas de passeio, jogos, notícias, coisas que aprendo na escola. Acho legal ter blog porque você posta o que gosta, para todo mundo saber", diz. A professora Veronice usa a ferramenta (www.quintoanotarde.blogspot.com) para estimular o debate sobre assuntos tratados em sala de aula. "Os alunos acompanham melhor o que acontece, enviam dicas, exercitam a escrita. E os pais também sabem mais sobre o que os filhos estão aprendendo", afirma.
Ao vivo Para atender aos pais que nem sempre podem acompanhar os eventos de que os filhos participam, o Colégio Santo Américo, em SP, faz transmissões pela rede (www.colegiosantoamerico.com.br). "Com a TV on-line, pais que moram longe ou viajam muito podem acompanhar seus filhos. Na transmissão mais recente, tivemos pais que viram os filhos do México, da Guatemala, do Chile", diz Rudolf Riederer, 61, gerente de tecnologia da informação do colégio. Para Lucas Rojo Rodrigues, 15, aluno do Santo Américo, a transmissão é positiva porque divulga um trabalho, antes restrito à sala de aula, para todo o mundo. "Quando você debate e sabe que aquilo está na internet, presta mais atenção", diz o estudante. (DANIELA ARRAIS)
Escrito por Carlos José Linardi às 11h06
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Quem fala em aula aprende a escrever melhor
por Stefano Azevedo "A sala de aula é um espaço privilegiado onde o aluno pode aprender a norma padrão da língua. Ali, o professor deve estimular o diálogo e ensinar que dentro da escola é adequado o estilo formal. Quando aprende a falar de modo mais elaborado, o aluno tem muito mais facilidade com a escrita”. Esta foi a idéia defendida pela especialista em educação sociolingüística Onaide Schwartz, professora doutora do departamento de educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que ministrou uma palestra sobre o tema na 20ª Bienal do Livro de São Paulo.
Segundo ela, “ajudar o aluno a escrever melhor é uma tarefa difícil para o professor, pois ele precisa cobrar que seus alunos escrevam de uma maneira diferente da que falam. As crianças crescem se comunicando com a linguagem popular e sua maneira de se comunicar não pode ser substituída pela forma culta de escrever sem que haja conflitos. O melhor é antes transformar a fala, ensiná-las a falar a linguagem dos livros”.
Caso isso seja feito, os alunos terão mais facilidade para compreender a leitura, pois estarão acostumados com a forma da linguagem e poderão avançar para a compreensão dos conteúdos. Depois, eles vão escrever com muito menos erros, pois poderão se basear na fala elaborada que aprenderam.
Método Bidialetal
Tal maneira de ensinar está baseada no Método Bidialetal, explicado melhor no livro de Onaide: “Alfabetização: Método Sociolingüístico. Seu objetivo é que dentro da escola a fala popular seja transformada na fala padrão, mas ressalva que essa não deve ser uma substituição. “Não pode dizer que a língua da criança está errada e que você vai ensinar a língua certa”, disse.
Assim, a primeira parte do método é respeitar a linguagem da criança, elogiando, mostrando que é eficiente, boa, comunica, mas que existe um outro modo de se comunicar que também é bom. Em seguida, é preciso mostrar exemplos de discriminação lingüística por meio de exemplos. “Gosto de fazer um exercício em que imito uma pessoa pedindo um emprego com linguagem culta e com linguagem popular. Os alunos sempre chegam à conclusão de que o contratante vai preferir o da fala culta. É uma maneira eficiente de mostrar que a qualidade da apropriação da linguagem gera preconceitos e que é importante para o exercício da cidadania”, sugeriu.
O próximo passo é mostrar que a linguagem é como uma roupa. Assim como existe uma roupa adequada para cada situação, o mesmo vale para o estilo da linguagem, e na escola é apropriado falar a norma padrão. Por isso, é preciso respeitar a maneira como familiares, vizinhos e amigos falam fora da escola, que não é correto ficar corrigindo. Já na sala de aula, é importante que os alunos falem o máximo possível, para praticarem a norma padrão no espaço que é privilegiado para isso.
Finalmente, é preciso apontar a necessidade de aprender a língua padrão, a língua da escola, para saber falar dos dois jeitos. “A linguagem culta é utilizada na televisão. Fico me perguntando por que ela não é assimilada pelas pessoas que assistem. Acho que é por que ninguém mostrou para elas a necessidade de se apropriar da linguagem. O professor deve mostrar esta necessidade e ensiná-la sem tentar substituir o modo antigo, mas sim deixando o aluno livre para conhecer e aprender um modo novo”, concluiu.
fonte: http://aprendiz.uol.com.br
Escrito por Carlos José Linardi às 13h54
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Ministério da Educação abre consulta pública sobre reforma
da Folha de S.Paulo, em Brasília
O Ministério da Educação abriu uma consulta pública para receber sugestões para a implementação no Brasil das regras do acordo ortográfico da língua portuguesa.
Contribuições poderão ser feitas até o dia 1º de setembro pelo e-mail acordoortografico@mec.gov.br.
Pela minuta do decreto, a atual ortografia conviverá com aquela prevista no acordo por três anos --de 2009 a 2012. Nesse período, as duas normas serão aceitas em concursos públicos e vestibulares.
O decreto estabelece ainda que os ministérios da Educação, da Cultura e das Relações Exteriores elaborarão um vocabulário comum da língua portuguesa, com a Academia Brasileira de Letras e as entidades equivalentes nos outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Entre as principais modificações que serão introduzidas pelo acordo estão a extinção do trema e a mudança em algumas regras de acentuação --palavras como "enjôo", "idéia", "crêem" e "lêem", por exemplo, perderão o acento.
Escrito por Carlos José Linardi às 13h42
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Sites ajudam aluno na volta às aulas
RAFAEL CAPANEMA da Folha de S.Paulo
A internet já se consolidou como fonte de informação para estudantes. Mas ela oferece muito mais ferramentas úteis para pais, alunos e professores.
Nesta volta às aulas após as férias de julho, confira dicas para conseguir carona, editar textos colaborativamente e facilitar o contato com os colegas de classe via internet. Todos os sites indicados nesta matéria são gratuitos.
Carona
Volta às aulas significa congestionamentos maiores. Parte da solução pode estar na prática de carona. Os sites Ride Amigos (www.rideamigos.com) e Caroneiros (www.caroneiros.com) promovem encontros entre pessoas que pedem e oferecem carona. Basta preencher a origem e o destino para localizar internautas que percorram itinerários semelhantes.
O Ride Amigos está em inglês, mas tem usuários brasileiros. No Caroneiros, os usuários podem atribuir qualificações uns aos outros.
Um exemplo bem-sucedido de organização de caronas entre estudantes é o Caronas Unicamp (www.caronasunicamp.com), que tem mais de 2.500 usuários.
Os cuidados que você toma na vida real devem se estender ao ambiente virtual. Se for usar um desses sites, procure usuários que tenham boas avaliações e, se for o caso, avise a um responsável que vai pegar uma carona.
Pacotes de escritório
Editores de textos, planilhas e apresentações on-line contam com cada vez mais recursos e estão mais fáceis de usar.
Não é preciso instalar nada no computador além de complementos comuns para o navegador. Outra vantagem é que os arquivos ficam disponíveis para qualquer micro com acesso à internet. Por permitir edição de um mesmo documento por várias pessoas, eles são ideais para trabalhos em grupo.
Experimente o Google Docs (docs.google.com), o Zoho (www.zoho.com) e o Buzzword (buzzword.acrobat.com) para ver qual atende melhor às suas necessidades.
Grupos de discussão
Uma boa forma de manter contato entre colegas são os grupos de discussão on-line. Ao abrir um grupo, cria-se um endereço de e-mail. Mensagens enviadas para esse endereço podem ser lidas pelos membros na página do grupo na internet ou por e-mail.
Outro recurso útil desses serviços é o armazém de arquivos com acesso restrito a membros. Confira o Grupos.com.br, o Yahoo! Grupos (br.groups.yahoo.com) e o MSN Grupos (groups.msn.com)
Escrito por Carlos José Linardi às 13h50
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Universidade deverá indenizar por curso não reconhecido
A 11ª Câmara Cível do TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) condenou uma universidade localizada em Alfenas a indenizar um professor, de Varginha, que fez um curso de mestrado e descobriu posteriormente que o título não era reconhecido pelo órgão competente.
De acordo com o tribunal mineiro, o professor ingressou no curso de pós graduação stricto sensu para obter o título de mestre em administração, incentivado inclusive pela escola onde lecionava. O curso teve início no segundo semestre de 1997, ao custo de R$ 6.840, dividido em 24 parcelas de R$ 285.
O título de mestre deveria ser entregue em 13 de setembro de 2000, o que não ocorreu. Na ação ajuizada, o professor alegou que só foi informado de que o curso não era reconhecido pelo órgão competente depois de iniciar o mestrado. Alegou ainda que, como não obteve o título, não foi habilitado a dar aulas em turmas de pós-graduação e deixou de obter aumento nos seus vencimentos mensais.
A instituição, em sua defesa, alegou que ele e demais colegas sabiam que o curso não era reconhecido pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e só teria validade dentro da universidade. Alegou também que, mesmo sem apresentar sua dissertação de mestrado, o professor obteve o título de especialista, e que ele perdeu o prazo de 90 dias para recorrer à Justiça.
Em primeira instância, a Justiça condenou a universidade a indenizar o professor em R$ 5.000 pelos danos morais e também danos materiais, considerando os gastos com transporte de Varginha até Alfenas para participar do curso e despesas com alimentação e hospedagem.
Foi determinada ainda a restituição da diferença entre o valor das mensalidades pagas e o que seria cobrado por uma pós-graduação lato sensu, mais pagamento de lucros cessantes. A instituição e o professor recorreram, pleiteando a reforma da sentença e a majoração da indenização, respectivamente.
Os desembargadores da 11ª Câmara reformaram parcialmente a sentença, aumentando apenas o valor da indenização por danos morais para R$ 6.000.
Eles entenderam ser inequívoca a responsabilidade da instituição por oferecer curso de mestrado sem informar que não havia reconhecimento junto ao órgão competente e criar nos alunos a expectativa de regularizar a situação do curso até a data de sua conclusão, fato este que não ocorreu. Para eles, ocorreu a realização frustrada de uma pós-graduação stricto sensu, que culminou em uma especialização lato sensu.
O relator do caso, desembargador Marcelo Rodrigues, destacou em seu voto que o professor freqüentou o curso e obteve, ao final, um certificado de conclusão de especialização, e por isso condenar a universidade a restituir todo o valor pago seria proporcionar a ele enriquecimento ilícito.
Escrito por Carlos José Linardi às 14h31
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Nenhum curso particular obtém nível de excelência no Enade 2007
Nenhuma graduação particular conseguiu obter nível de excelência no Enade 2007, divulgado nesta quarta (6). Ou seja, não alcançou nota máxima no Enade, no IDD (Indicador de Diferença de Desempenho) e no CPC (Conceito Preliminar de Curso).
Foram avaliados 1.745 cursos pagos. Deles, 698 ficaram sem nota, segundo o MEC porque são graduações que ainda não tiveram alunos formados.
Durante a divulgação dos dados em Brasília, o Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular distribuiu panfletos com manifestação contra o CPC (Conceito Preliminar de Curso). Para eles, a divulgação do conceito "prejudicará sobremaneira a imagem das IES [instituições de ensino superior] e por conseqüência de seus alunos".
A tropa de elite do Enade 2007 (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) tem 25 graduações - todas são públicas e obtiveram nota máxima no Exame, numa escala que vai de 1 a 5. O resultado dos 3.239 cursos de ensino superior avaliados no país foi divulgado nesta quarta-feira (6) pelo MEC (Ministério da Educação).
Duas das mais importantes universidades do país, USP (Universidade de Sâo Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), optaram por não participar do Exame e, por isso, não aparecem no ranking.
Públicas x particulares As instituições públicas se destacam em todo o ranking. Apesar da maioria esmagadora das graduações avaliadas serem pagas, nenhuma faculdade privada está entre os 40 cursos com nota máxima na prova, que avalia apenas o desempenho dos estudantes.
Dos 3.239 cursos avaliados no país, 785 obtiveram conceito 3 (médio); 722, conceitos 1 e 2 (os mais baixos) e 621, 4 e 5 (os mais altos). Pelo menos 1.110 cursos ficaram sem nota. Segundo o MEC, são graduações que ainda não tiveram turmas concluintes (alunos formados).
Áreas avaliadas O Enade avaliou cursos das mesmas áreas examinadas em 2004: agronomia, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional e zootecnia, além dos cursos de biomedicina, tecnologia em radiologia e tecnologia em agroindústria. Esta foi a primeira vez que cursos de tecnologia foram avaliados no Exame.
A prova foi aplicada em 11 de novembro de 2007. O Enade faz parte do Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) e seu objetivo não é dar nota ao aluno, mas avaliar a qualidade do ensino que está sendo oferecido a ele.
Escrito por Carlos José Linardi às 14h14
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Centro cultural terá palestras gratuitas sobre livros da Fuvest
Em São Paulo
A biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, realizará em agosto e setembro ciclo de palestras gratuitas sobre os livros obrigatórios dos vestibulares da USP, (Universidade de São Paulo) Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).
As palestras serão ministradas no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000, Metrô Vergueiro), na Sala Jardel Filho, a partir das 10h30. Confira as datas:
Agosto # 02/08 Poemas Completos de Alberto Caeiro, de Fernando Pessoa - ministrada por Fernando Segolin # 09/08 Memórias de um Sargento de Milícias, de M.A. Almeida - ministrada por Edilene Dias Matos # 16/08 Sagarana, de Guimarães Rosa - ministrada por Erson Martins de Oliveira # 23/08 A Rosa do Povo, de Carlos Drummond de Andrade - ministrada por Ana Maria S. S. Mariano # 30/08 Iracema, de José de Alencar - ministrada por Carlos Eduardo S.F. de Souza
Setembro # 06/09 Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente - ministrada por Fernando Segolin # 13/09 A cidade e as serras, de Eça de Queirós - ministrada por Vera Lucia Bastazin # 20/09 Vidas Secas, de Graciliano Ramos - ministrada por Carlos Eduardo S.F. de Souza # 27/09 Dom Casmurro, de Machado de Assis - ministrada por Maria Aparecida Junqueira
Professores da graduação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) serão os palestrantes.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 00/XX/11/3241-3459; 00/XX/11/3256-5270, ramal 206; ou pelo e-mail difusao@prefeitura.sp.gov.br. Cada palestra tem limite de 300 lugares.
Escrito por Carlos José Linardi às 11h55
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