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Paralisia ameaça sobrevivência das pequenas editoras brasileiras

Por Sebastião Nunes

Desde 2005, isto é, desde praticamente o início do governo Lula, o Brasil se orgulha de manter o maior programa de compras de livros literários do mundo. Através do PNBE – Programa Nacional Biblioteca da Escola, milhões de exemplares são entregues anualmente às bibliotecas escolares de todo o país.

Foi assim de 2005 a 2013, quando mais de uma centena de editoras tiveram, a cada ano, livros selecionados e adquiridos nesse programa. As quantidades variavam de acordo com a faixa de escolaridade, da pré-escola ao ensino médio, mas nunca foram menores do que 11.000 exemplares e frequentemente ultrapassaram 35.000, de cada título. Um programa especial, o PNLD 2013 – Obras complementares, beirou os 100.000 exemplares de cada título selecionado.

A matriz desse programa foi possivelmente a aquisição anual de livros realizada pela prefeitura de Belo Horizonte, na gestão do então prefeito e atual ministro Patrus Ananias, que desde essa época, e passando por todos os prefeitos até Márcio Lacerda, foi mantida quase exatamente no formato da primeira edição. Desconheço o pai da ideia de distribuir, a cada aluno da rede pública um kit contendo dois exemplares de livros de literatura, além de material didático complementar, com cadernos, lápis e borracha. Mas que foi uma ideia extraordinária, não há dúvida alguma.

O EXEMPLO DA LIBRE

Existem várias entidades congregando editoras, distribuidoras, livrarias físicas e virtuais dentro da cadeia produtiva do livro. Sem contar gráficas, indústrias de papel, birôs e escritórios de prestação de serviços interagindo entre si. E sem contar milhares de funcionários e seus familiares, todos dependendo, para sua sobrevivência, da saúde financeira dessas empresas e das entidades que as representam.

Entre essas entidades existem as grandes, como a nacional CBL – Câmara Brasileira do Livro –, as médias, exemplificadas pelas câmaras estaduais, e as pequenas, formadas por grupos de editoras com objetivos específicos, como o CEM – Clube de Editoras Mineiras.

A LIBRE – Liga Brasileira de Editoras – talvez seja o paradigma, por estar no olho do furacão, sendo constituída por cerca de 130 micro e pequenas empresas, a maioria concentrada no eixo SP-RJ-MG, mas com associados em vários estados.

De janeiro para cá, pelo menos cinco dessas editoras faliram ou simplesmente encerraram as atividades pela incapacidade de se manterem apenas com a venda de livros no varejo (livrarias, vendas online pelos sites ou em feiras eventuais).

Importa lembrar que o faturamento bruto de pequenas e micro editoras, integrantes ou não da LIBRE, pode ser estimado num valor entre R$ 240.000,00 e R$ 1.200.000,00 anuais, mantendo de dois a 10 empregados, no máximo, diretoria incluída. As exceções, para baixo ou para cima, são poucas.

CONTRASTES E CONFRONTOS

Suponho – pois não posso senão supor, devido à escassez de dados concretos – que 80% de todas as editoras do país estejam dentro desse perfil.

A compra bruta por editora de um programa como o PNBE gira entre R$ 100.000,00 e R$ 1.500.000,00, gerando receita líquida aproximada de 30% desse valor, ou seja, entre R$ 30.000,00 e R$ 450.000,00 anuais. Na maioria dos casos das pequenas e micro editoras, é essa, por estranho que pareça, sua principal fonte de faturamento. O restante necessário para fechar as contas é um deus nos acuda, daí a elevada mortalidade entre tais empresas, incapazes de produzirem best-sellers, já que a produção de um best-seller costuma envolver valores em marketing e compra de direitos muito superiores a sua capacidade de investimento e – por que não dizer? – de risco.

Parêntese: o papel das pequenas e micro editoras é, de um lado, constituir meio de sobrevivência; de outro, a realização de projetos pessoais de editores sonhadores; finalmente, garante o surgimento de autores, ilustradores e leitores. Se todas as editoras podem formar leitores, as grandes empresas apostam quase exclusivamente em autores canônicos ou com potencial de se tornarem best-sellers. Como disse há algum tempo uma analista do mercado editorial, “só existem dois tipos de livros: os canônicos e os best-sellers. O resto não existe”. Mas é dessa não-existência mercadológica que se sustentam as pequenas e micro editoras, pois é o limbo em que são garimpados e lapidados os sucessos que se tornarão literatura canônica e best-seller. E que lhes serão tomados a peso de ouro pelas grandes editoras, nacionais ou multinacionais, logo que despontam ou pouco depois de se firmarem. Fecho o parêntese.

A PARALISAÇÃO DOS PROGRAMAS

Estão engavetados no MEC e no FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – pelo menos quatro programas de vulto, e um quinto nem ao menos foi iniciado. Tais programas, pendentes de uma ou duas canetadas ministeriais (e do contingenciamento pautado pelos economistas de Planalto), são os seguintes:

1) PNBE Temático 2013. O edital foi publicado em 25/05/2012. A habilitação das editoras selecionadas foi concluída em janeiro de 2014. As negociações (com quantitativos e valores), finalizada em novembro de 2014. Os empenhos e assinaturas de contratos seriam realizados a partir de janeiro de 2015. Desde a publicação do edital e a promessa de assinatura do contrato e consequente produção dos livros já se passaram quase três anos. Enquanto isso, as editoras esperam, e se atolam em juros bancários, já que algumas compraram e estocaram papel.

2) PNLD – Alfabetização na Idade Certa 2014. Publicação do edital: 05/06/2013. Divulgação das editoras selecionadas no Diário Oficial da União: 11/11/2014. Solicitação de documentos pelo FNDE para início das negociações: 30/12/2014. Depois dessa data não houve mais contatos. As editoras selecionadas, de braços cruzados e bolso vazio, esperam, esperam, esperam.

3) PNBE Indígena 2015. Publicação do edital: 27/01/2014. Entrega dos livros para análise e seleção: entre 06 e 08/03/2014. Situação atual: paralisado.

4) PNBE 2015 (para alunos das últimas séries do ensino fundamental e do ensino médio). Publicação do edital: 07/03/2014. Entrega dos livros para análise e seleção: entre 02 e 04/06/2014. Situação atual: paralisado.

5) PNBE 2016. O edital sequer foi publicado, quando isso ocorre, normalmente, entre dezembro e janeiro todos os anos. A data dos editais se refere sempre ao ano em que os livros são – ou deveriam ser – entregues às bibliotecas.

CONCLUSÃO PATÉTICA

Em 2014 tivemos dois graves empecilhos à continuação dos programas: a Copa do Mundo e a eleição presidencial. Esperavam as editoras que a partir da indicação de Cid Gomes para o MEC os entraves estariam eliminados. Com sua demissão, tudo voltou à estaca zero. O professor Renato Janine Ribeiro, iniciando agora sua gestão, com certeza espera a divulgação detalhada do famigerado contingenciamento.

De cerca de 80% das editoras brasileiras, percentual constituído por micro e pequenas empresas do setor, boa parte depende, para sobreviver, de compras governamentais, e está de pires na mão. Muitas delas já beirando, enquanto esperam, o teto de endividamento, bancário e outros, e dispensando funcionários, pois não há como bancar salários se não há receita. Simples assim.

Resulta de tudo isto que, ou o governo federal, via Ministério da Educação e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, retoma o processo de aquisição de livros literários, ou teremos dois finais dramáticos à vista:

1) Fechamento em massa de pequenas empresas editoriais nacionais, com o consequente desemprego de milhares de profissionais;

2) Interrupção, pela primeira vez desde 2004, das compras anuais de livros de literatura para as bibliotecas das escolas públicas do país.

Se isso acontecer, será uma catástrofe de proporções incalculáveis, tanto para as pequenas e micro editoras quando para os projetos governamentais da presidente Dilma cujo slogan, lançado na campanha eleitoral, era exatamente “Pátria educadora” (sic).



Escrito por Carlos José Linardi às 12h07
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MEC e Planejamento detalham novas regras do Fies

Em São Paulo

29/06/201511h38
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Os ministérios da Educação e do Planejamento, Orçamento e Gestão divulgaram nota na qual esclarecem detalhes sobre novas regras do funcionamento do programa de financiamento estudantil do governo, o Fies. Entre as principais mudanças está um critério para determinar o comprometimento de renda que cada família tem com o financiamento do curso de um estudante. Para famílias com baixo comprometimento, uma parcela menor da mensalidade será financiada.

O Ministério da Educação já havia anunciado a oferta de 61,5 mil novas vagas para o Fies no segundo semestre deste ano. Somadas às vagas do primeiro semestre, o total de 2015 alcança 314 mil. O ministro Renato Janine Ribeiro informou num vídeo na sexta-feira que o programa ganhou novos ajustes, como aumento dos juros, por exemplo. A nota do MEC e do Planejamento dá mais detalhes sobre o funcionamento desse novo Fies.

O público-alvo do programa foi redimensionado para alcançar os estudantes cuja renda familiar per capita seja de até 2,5 salários mínimos. Até o último ciclo, podiam pedir financiamento estudantes com renda familiar mensal de até 20 salários mínimos.

O novo Fies introduz a ideia de "coparticipação". Em vez de ter o curso totalmente financiado, o aluno vai contribuir pagando uma parte e essa parcela será determinada de acordo com o comprometimento da renda familiar. Conforme o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, havia noticiado, fontes do setor privado já esperavam redução na prática de financiar 100% do curso. Até o momento, cerca de 75% dos alunos no Fies tinham o curso totalmente financiado, segundo cálculos do setor.

A nota dos ministérios confirma que os juros passarão de 3,4% para 6,5% ao ano. O prazo de amortização cai de três vezes o tamanho do curso somado de um ano para apenas três vezes o tamanho do curso. Antes do período de amortização, enquanto o aluno ainda estuda ou durante o prazo de carência de 12 meses, o estudante paga uma parcela referente aos juros do financiamento. Antes das mudanças, esse valor era fixado em R$ 50 por trimestre e agora pode chegar a até R$ 250 por trimestre.

"As alterações nas condições de financiamento visam reduzir o subsídio por aluno de forma a fortalecer a sustentabilidade do programa, tornando possível que, no médio prazo, os novos entrantes sejam financiados, em sua maioria, pelos formados", diz a nota. "No curto prazo, o realinhamento dos custos de financiamento ao seu retorno mitiga possíveis distorções no mercado de crédito", acrescenta.

A nota ainda confirma os critérios já anunciados pelo ministro Janine Ribeiro para priorização de cursos. Haverá prioridade para cursos com notas 5 e 4. Os ministérios informam que 25% das vagas disponibilizadas serão de cursos com conceito 5. Também serão priorizados cursos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, excluído o Distrito Federal. Além disso, o governo quer garantir que a maioria das vagas disponibilizadas seja de cursos da área de saúde, de formação de professores (licenciaturas, pedagogia ou normal superior) e da área de engenharia.



Escrito por Carlos José Linardi às 13h41
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Escolas com alunos mais pobres se superam em São Paulo

Em São Paulo

07/06/201510h34
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As escolas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da rede estadual paulista têm registrado melhora nos indicadores de qualidade com o passar dos anos, mas a desigualdade social ainda é notável. Das 160 melhores escolas com nota a partir de 6 no ranking estadual, 45% atendem alunos de famílias com nível socioeconômico mais alto. E só 20% acolhem os mais pobres. Ou seja, o nível e a condição da família têm muita influência no sucesso da escola, independentemente de outras características da unidade, como local ou estrutura. Mas há exceções. O Estado visitou três escolas que atendem alunos que estão entre os 25% com nível socioeconômico mais baixo e conseguem alcançar bons indicadores de qualidade. Nelas se destacam comprometimento de professores e a liderança de diretores, além do uso dos materiais oficiais, como o currículo, e o acompanhamento.

As escolas já superaram até a meta que o Estado estabeleceu para daqui a 15 anos: Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo) de pelo menos sete nos anos iniciais e seis nos anos finais. A rede é a maior do país - são quase 4 milhões de alunos em 5.300 escolas.

Com auxílio do economista Ernesto Martins Faria, coordenador de Projetos da Fundação Lemann, a reportagem cruzou o Idesp e o Inse (Indicador de Nível Socioeconômico) de cada escola. Das 1.520 do ciclo 1 (1º ao 5º ano) no Estado, 600 escolas (39%) não conseguiram Idesp maior do que 4 --de uma escala até 10. Desse grupo com os piores resultados, 53% atendem alunos entre os mais pobres --o que aponta, mais uma vez, que trabalhar com alunos de nível socioeconômico mais baixo configura um maior desafio.

Mas essa tendência entre nível socioeconômico mais alto e boa qualidade da escola fica clara entre as unidades dos anos iniciais, mas vai desaparecendo nos anos finais (6º ao 9º ano). E mais ainda no ensino médio. Nos anos finais, 96,7% das escolas tinham em 2013 o Idesp até 4. No médio, eram 99,3%.

Para Faria, "os problemas após os anos iniciais são evidenciados pesquisa após pesquisa". "O que indicam, entre outros, desafios de gestão de sala de aula, uma melhor estrutura de acompanhamento e formação continuada." Os dados ilustram ainda que, nessas duas etapas, até as escolas que atendem estudantes com níveis socioeconômicos mais alto têm dificuldade de se destacar. "Têm de fazer uma compensação daquilo que não existe no ambiente familiar", diz Ricardo Falzetta, do Todos Pela Educação.

Exemplos

O secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, ressalta que a inclusão em uma grande rede é complexa e a solução passa pela escola integral - modelo que deve inspirar uma mudança no ensino médio, como revelou o Estado ontem. "Meu sonho é garantir a universalização do modelo. Além disso, as competências socioemocionais devem fazer parte da estrutura e matriz curricular. As pessoas perceberam que a violência na escola vem da incapacidade de entender o outro, trabalhar em equipe." As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".



Escrito por Carlos José Linardi às 17h17
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Menor de seis anos não pode entrar no ensino fundamental, decide STJ

A Primeira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que crianças menores de seis anos de idade não podem ser matriculadas no ensino fundamental. O julgamento foi divulgado nesta segunda-feira (23).

A decisão ocorreu na análise de um recurso da União contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região de derrubar resolução do Conselho Nacional de Educação que só autoriza o ingresso, no ensino fundamental, de estudantes com seis anos completos até o dia 31 de março do ano a ser cursado.

A União sustentou que a fixação da idade mínima para ingresso no ensino fundamental é atribuição do CNE (Conselho Nacional de Educação), que a adoção da idade cronológica como critério é totalmente legítima e que as resoluções foram expedidas após a realização de estudos e audiências públicas.

O ministro Sérgio Kukina, relator dos recursos, afirmou que o critério cronológico não foi definido aleatoriamente, já que foi precedido de diversas audiências públicas e sugestões de especialistas. Para ele, o critério não é ilegal nem abusivo.



Escrito por Carlos José Linardi às 12h56
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Estaremos em recesso do dia 22 de Dezembro ao dia 8 de Janeiro.

Desejamos aos nossos clientes e amigos feliz natal e um próspero ano novo.



Escrito por Carlos José Linardi às 13h51
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Unesco: 65 milhões de meninas estão fora da escola

Marcelle Souza
Do UOL, em Doha*

24/11/201406h30

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura) estima que 65 milhões de meninas estejam fora da escola. De acordo com o relatório global Educação para Todos, o caso é mais grave em países da África e da Ásia.

Desse total, 31 milhões de garotas em idade escolar deveriam frequentar o ensino primário (o que corresponde ao nosso ensino fundamental) –4 milhões a mais do que os meninos em idade escolar. Entre essas garotas, 17 milhões nunca mais devem voltar à sala de aula.

Três países têm mais de um milhão de meninas fora da escola: Nigéria (5,5 milhões), Paquistão (mais de 3 milhões) e Etiópia (mais de um milhão).

 

Reprodução/FacebookSe você ignora mais de 50% da população do mundo, não pode esperar viver em um mundo decente e desenvolvidoGulalai Ismail

 

"Garantir que as meninas permaneçam na escola é uma das formas mais eficazes de evitar o casamento infantil e a gravidez precoce", afirma a Unesco. Uma em cada oito meninas se casa com menos de 15 anos na África Subsaariana.

No ensino secundário (o ensino médio), outras 34 milhões de meninas estão fora da escola em todo o mundo, diz o relatório. Dois terços dos 774 milhões de analfabetos no mundo são mulheres.

Em 10 países do mundo, menos da metade das meninas mais pobres já foram à escola. Na Somália, 95% das garotas pobres nunca estiveram em uma sala de aula. No Níger, esse número é 78%.

"Sem uma mudança radical por parte dos governos a fim de dar a estas crianças e jovens a educação de que precisam, elas vão ter negada a igualdade de oportunidades no trabalho e na vida para sempre", afirma o relatório.

Para mudar essa realidade

Depois de ver amigas se casarem aos 16 anos, a paquistanesa Gulalai Ismail fundou, ao lado da irmã em 2002, a ONG Aware Girls. A organização dá suporte a meninas e mulheres do Paquistão para que tenham acesso igualitário à educação, ao trabalho, à saúde e a outros serviços públicos

Na Índia, a Educate Girls tenta levar as meninas de volta à escola. "Nós dizemos 'se ela tiver um filho e tiver que levá-lo ao hospital, ela vai precisar ler a receita médica'. Sendo escolarizada, vai poder cuidar melhor do seu filho", explica.

 

Rui Vieira/APOs extremistas estavam e estão assustados com livros e lápis. O poder da educação os assusta. Eles estão com medo das mulheres. O poder da voz das mulheres os assusta.Malala Yousafzai

 

Já a Camfed (Campaign for Female Education) dá suporte a meninas que queriam estudar no Zimbábue, Zâmbia, Gana, Tanzânia e Malawi. Até agora, a organização já ajudou mais de 1,2 milhão de crianças a frequentar as aulas.

Todas elas ganharam o reforço da paquistanesa Malala Yousafzai, 17, que foi anunciada em outubro deste ano como a ganhadora do prêmio Nobel da Paz. Por defender a educação para meninas, Malala foi atingida na cabeça pelos talibãs em 2012.

"Os extremistas estavam e estão assustados com livros e lápis. O poder da educação os assusta. Eles estão com medo das mulheres. O poder da voz das mulheres os assusta", disse em 2013 ao discursar na ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York.



Escrito por Carlos José Linardi às 12h32
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Cursos pagos ganham espaço na USP e já têm 28 mil alunos

Cobrança é feita em 59% dos cursos de extensão, como especialização e MBAs

Pró-reitora afirma que cursos atendem demanda de mercado; para Adusp, medida é contra a Constituição

NATÁLIA CANCIANDE SÃO PAULO

Em quatro anos, o número de cursos pagos na USP --especialização e MBAs-- passou de 769 para 831, crescimento de 8%. Quase 28 mil pessoas pagam para estudar na universidade pública.

Para comparação, a universidade tem 90 mil alunos no ensino regular (graduação e mestrado). Os cursos pagos correspondem a mais da metade (59%) das ofertas de extensão na USP.

Entram na lista especialização lato-sensu (os quais incluem MBAs), além de atualização, difusão e práticas profissionalizantes. Neste ano, só até julho, havia 719 cursos em andamento.

A oferta de cursos pagos na USP e em outras universidades públicas e gratuitas divide a comunidade acadêmica.

A Adusp (associação de docentes) diz que a cobrança fere o princípio constitucional de gratuidade no ensino superior. "Não existe nenhuma brecha legal, muito menos moral ou ética para que a USP tenha curso pago", diz Ciro Correia, presidente da Adusp.

Para ele, há conflito de interesses no convênio com fundações criadas por docentes, mas privadas, e que ofertam cursos com "certificado USP."

Já a pró-reitora de extensão, Maria Arminda Arruda, nega ilegalidade e falta de controle sobre a criação de cursos. Diz que a oferta atende a demandas de mercado.

"A construção da USP é também um projeto para a sociedade. Não quer dizer que ela seja privatizada", diz.

A arrecadação dos cursos também gera debate na universidade, que passa por uma crise financeira. Apenas 5% do valor obtido vai para os cofres da USP. O restante é usado para pagar professores.

De 2010 a 2013, o valor recebido pela USP passou de R$ 2,5 milhões para R$ 4,5 milhões. A USP não informou o total movimentado.

Arruda diz que o dinheiro ajuda a financiar projetos sociais e a ida de alunos e de docentes a congressos.

A maior parte dos cursos é de especialização --47%. Os valores variam por duração e área. Gestão de Projetos, o mais procurado da Politécnica, custa R$ 32.400, divididos em 24 parcelas de R$ 1.350.

O professor Marcelo Pessôa, da Fundação Vanzolini, instituição que mantém nove cursos ligados à Poli, defende a cobrança. "Não tenho a mínima dúvida de que deve ser pago. A graduação, sim, deve ser gratuita", diz.

Para o professor da USP, Renato Janine Ribeiro, alguns cursos pagos, como de idiomas, deveriam ser gratuitos. "É difícil se formar sem domínio de uma língua estrangeira e informática."



Escrito por Carlos José Linardi às 13h45
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Ideb: Nas capitais, uma em cada três escolas públicas não cumpriram a meta

Mariana Tokarnia
Da Agência Brasil, em Brasília


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Quase um terço das escolas públicas das capitais brasileiras e do Distrito Federal não apenas não cumpriu a meta do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), como teve uma queda entre 2011 e 2013. São 894 escolas de um total de 2.974 que atendem a estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano. Apenas a cidade de São Paulo não está incluída no levantamento porque não teve os resultados divulgados.

 

 

Os dados são do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e foram organizados pela plataforma de dados educacionais QEdu, uma parceria entre a Meritt Informação Educacional e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para a educação. O QEdu classifica essas escolas como em situação de alerta, ou seja, precisam melhorar para garantir mais alunos aprendendo na idade adequada. Essas escolas não atingiram o índice 6, que é a média dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), e a meta brasileira para 2022.

O Ideb é considerado um importante indicador de qualidade do ensino. O índice vai até dez e é calculado de dois em dois anos. No quinto ano, utiliza as notas na Prova Brasil, na qual são cobrados português e matemática, e a taxa de aprovação dos estudantes. O Ideb de 2013 foi divulgado pelo governo no início do mês. A meta estimada de 4,9 para anos iniciais foi a única cumprida pelo país, que obteve um índice de 5,2.

"Por mais que o município tenha uma boa média, é importante olhar para todas as escolas", diz o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Faria. "O aprendizado é um direito. O Ideb é uma parte, além de português e matemática, há outras habilidades que os alunos têm que desenvolver, mas não dá para pensar [aprendizado] sem essas disciplinas". De acordo com Faria, as escolas que estão abaixo da meta e não estão evoluindo "precisam de suporte".

O coordenador explica que quando consideradas as capitais, avalia-se a complexidade de gestão e das grandes redes de ensino. "Tem esse desafio, de como fazer bem em escala razoável. Nos anos iniciais, isso tem que ser enfrentado, não está em um patamar adequado. Quando olhamos os municípios maiores, não tem nenhum caso apontando um caminho".

Segundo os critérios usados pelo QEdu, do total de quase 3 mil escolas, 281 devem manter o Ideb, pois alcançaram a meta e o índice 6. Outras 805 devem melhorar, pois, apesar de terem crescido e cumprido a meta, não alcançaram o índice 6. As demais 994 estão em situação de atenção, por não apresentarem um dos critérios considerados. Com exceção do Distrito Federal (DF), cujas escolas são da rede estadual, as escolas são todas da rede municipal.

"Alcançar as metas vai se tornando cada vez mais difícil. As políticas têm que ser cada vez mais ambiciosas para, de fato, gerarem transformação. Chega a um momento que o nível socioeconômico influencia no desempenho e é a articulação com outras políticas que vai promover melhorias", diz a coordenadora-geral do movimento Todos pela Educação, Alejandra Velasco.

O MEC (Ministério da Educação) disse que não comentaria o assunto por se tratarem de escolas municipais e que uma resposta caberia às prefeituras e ao DF. Na coletiva de imprensa, na qual apresentou os dados, o ministro da Educação, Henrique Paim, considerou o resultado geral da etapa positivo e disse que o avanço dos anos iniciais poderá ter impacto positivo nas etapas seguintes de estudo.

Em nota, a prefeitura de São Paulo explicou que solicitou que o Inep não divulgasse os índices da etapa pois uma adesão tardia da rede municipal "ao ensino fundamental de nove anos, pela gestão passada, provocou uma redução do número de alunos matriculados no 5º ano, em 2013, para apenas 7.088 alunos, diferentemente da média histórica de 50 mil estudantes". Além disso a prefeitura avalia que esse total de alunos não conseguia representar a rede municipal "nem qualitativa, nem quantitativamente".



Escrito por Carlos José Linardi às 14h59
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Senado discute fim do "ç", "ch" e "ss" na língua portuguesa

Edgard Matsuki 
Do UOL, em Brasília

20/08/201406h30 Atualizada 20/08/201413h39
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  • Arte UOL

A Comisão de Educasão, Cultura e Esporte (CE) do Senado está debatendo uma proposta que viza modificar algumas regras da língua portugeza.

É isso mesmo. Se um estudo que tramita no Senado chegar a valer, a primeira frase desta notícia seria escrita desse jeito mesmo. O correto, atualmente, é: "A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado está debatendo uma proposta que visa modificar algumas regras da língua portuguesa".

Um Grupo de Trabalho (GT) dentro da Comissão, presidida pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO), tem como objetivo buscar formas para facilitar o aprendizado da ortografia nos países lusófonos -- e propõe uma outra reforma ortográfica.

proposta, criada pelo professor Ernani Pimentel, é acabar com o uso da letra "h" antes das palavras, do "ç", do "ss", "sc" e "xc" (que seriam substituídos pelo "s" simples), do hífen, do dígrafo "ch" (que seria substituído pelo "x"). Palavras também passariam e ser escritas como o fonema aponta como o "x" e o "s" com som de "z". A letra "u" após o "g" e "q" e antes de "e" e "i" também seria suprimido.



Escrito por Carlos José Linardi às 16h50
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Professor brasileiro gasta 20% do tempo de aula com indisciplina

Karina Yamamoto
Do UOL, em São Paulo

25/06/201406h00 > Atualizada 25/06/201410h36

Os professores brasileiros gastam, em média, 20% do tempo de aula mantendo a disciplina na classe, segundo levantamento internacional. Ou seja, o docente gasta um em cada cinco minutos pedindo silêncio ou chamando a atenção por bagunça.

O desempenho brasileiro é o pior entre os 32 países que responderam à essa parte da pesquisa. A média entre os países é de 13%. Na Finlândia, país tido como exemplar no quesito educação, o percentual de tempo dedicado a essa atividade chega a 13%.

As informações são da edição 2013 da Talis, Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem coordenada mundialmente pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O levantamento foi divulgado na manhã desta quarta (25).

De aula mesmo, ensinando os alunos, o percentual de tempo gasto em sala no Brasil é 67% enquanto a média internacional é de 79% e a da Finlândia é 81%.

Em 12% do período de cada aula, o professor lida com questões administrativas, como o controle de presença (chamada) -- contra a média de 8% dos países que participaram da pesquisa e 6% da Finlândia.

 "Nos países da OCDE, o professor trabalha em uma única escola, em tempo integral e leciona, em média, 19 horas. Aqui no Brasil, a jornada quase dobra se pensarmos que os docentes trabalham 26 horas em mais de uma escola e em salas maiores", diz a pesquisadora Gabriela Moriconi.



Escrito por Carlos José Linardi às 15h25
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Em SP, 46% dos alunos admitem ter passado de ano sem aprender a matéria

Camila Maciel
Da Agência Brasil

24/03/2014 11h54

Quase metade (46%) dos alunos da rede estadual de ensino do estado paulista admite que já passou de ano sem ter aprendido a matéria, indica pesquisa divulgada hoje (24) pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Além disso, o levantamento que avalia a qualidade da educação das escolas no estado mostra que 94% dos pais, 75% dos alunos e 63% dos professores criticam a progressão continuada.

Foram feitos oito grupos de discussão e 2,1 mil entrevistas, divididas em três grupos: professores de escolas estaduais de ensino fundamental e médio, alunos de 14 anos ou mais dessas escolas e os respectivos pais ou mães. A pesquisa foi encomendada pelo sindicato ao Instituto Data Popular.

O estudo mostra também que, em média, os estudantes ficaram sem aula seis vezes ao mês devido à falta de professor. Além disso, 64% indicam que esse horário vago não é preenchido por um professor substituto.

Em relação ao maior problema enfrentado atualmente na rede escolar, a falta de segurança foi o item mais destacado pelos três segmentos de entrevistados. Esse é o principal entrave para 32% dos professores, 37% dos pais  e 25% dos alunos.

Secretaria estadual

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirmou que a pasta conta com 2.688 professores especializados em prevenir conflitos nas redes estaduais.

A secretaria disse ainda que "a valorização dos educadores e a ampliação da atuação dos professores efetivos na rede estadual de ensino são prioridades desta gestão" e que até julho os professores receberão um aumento escalonado de 45%. 

Em relação à progressão continuada, a pasta considera "equivocado dizer que há ausência de reprovação na rede estadual de ensino. O modelo foi aperfeiçoado no final do ano e as possibilidades de retenção foram ampliadas, permitindo que eventuais defasagens de conhecimento sejam corrigidas mais prematuramente".

 



Escrito por Carlos José Linardi às 13h59
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Brasil não deve cumprir meta contra analfabetismo

29/01/201408h14

 

São Paulo - O Brasil tem 13,9 milhões de analfabetos adultos, segundo levantamento feito entre 2005 e 2011 pela Unesco, no Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, que será divulgado nesta quarta-feira, 29. O número é maior do que a população de São Paulo, 11,8 milhões, e de todo o Estado do Rio Grande do Sul, 11,1 milhões. O País está entre os dez que concentram a maior parte (72%, no total) do número de analfabetos adultos do mundo, que é de 774 milhões, junto com Índia, China, Paquistão, Bangladesh, Nigéria, Etiópia e Egito.

"Esse indicador mostra a parte, mas não o todo. Além de ter uma herança de analfabetos, o sistema educacional brasileiro tem produzido ainda mais analfabetos", afirma a pesquisadora em Educação da USP e doutora em Educação por Harvard, Paula Louzano. "Oito por cento das pessoas que têm ensino médio completo podem ser consideradas analfabetos funcionais, segundo o último relatório do Inaf (indicador de analfabetismo funcional)."

Para Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, o alto número de analfabetos no País influencia as gerações seguintes. "Em uma família em que um membro é analfabeto, há um contexto menos favorável à educação dos filhos", afirma. No entanto, para Priscila Cruz, do Todos pela Educação, resolver o problema do analfabetismo entre adultos não é tarefa fácil. "É preciso admitir que é uma área muito difícil de se conseguir resultados, pois não existe uma lei que obrigue o adulto a frequentar a escola."

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012 mostram que, no segundo ano do governo Dilma Rousseff, a taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou mais parou de cair. Em 2011, era de 8,6%. Chegou a 8,7% em 2012, mais longe de cumprir a meta firmada na ONU de 6,7% até 2015.

Segundo a Declaração de Dacar "Educação para Todos", elaborada pela Cúpula Mundial da Educação em 2000 e que compõe os objetivos do Relatório da Unesco, os países deveriam reduzir o analfabetismo em pelo menos 50% até 2015. "O Brasil também não vai atingir essa meta", afirma a coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero Gomes. Ela afirma que o País precisa observar se os recursos para a educação estão de fato sendo bem empregados. "Além da redução no analfabetismo, o Brasil precisa alcançar uma melhor qualidade de ensino e corrigir as distorções idade/série."

Mundo

O cenário da educação em todo o mundo até o ano que vem, quando expira o prazo estabelecido pela Convenção, não é positivo. Nenhuma das metas globais do documento serão atingidas até 2015, segundo o relatório. De acordo com os dados, 57 milhões de crianças estão deixando de aprender simplesmente por não estarem na escola. Além da falta de acesso, a falta de qualidade é o que mais compromete a aprendizagem. Para alcançar os objetivos estabelecidos, que vão desde a universalização do ensino primário (1.º ao 5.º ano do ensino fundamental) à redução dos níveis de analfabetismo dos adultos, o documento pede aos governos que redobrem os esforços para todos os que enfrentam desvantagens - seja por pobreza, gênero, local de residência ou outros fatores.

O Brasil, porém, é citado como exemplo quando comparado com outros países, por ter receitas fiscais mais elevadas, que ajudam a explicar como investe dez vezes mais do que a Índia, por criança, na educação primária, por exemplo. A prioridade a escolas da área rural, e com maior ênfase dada a grupos indígenas altamente marginalizados, foi citada no documento como experiência que tem resultado em melhora nos números da educação, assim como as reformas que melhoraram as taxas de matrícula e aprendizagem na Região Norte. O relatório também afirma que bônus coletivos a escolas, como os que existem no Brasil, que recompensam as instituições de ensino, podem ser uma forma eficiente de melhorar os resultados da aprendizagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Escrito por Carlos José Linardi às 12h33
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Estaremos em recesso do dia 21 de Dezembro ao dia 6 de Janeiro. Desejamos aos nossos clientes e amigos feliz natal e um próspero ano novo.




Escrito por Carlos José Linardi às 11h23
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Ex-vilão, especialistas apostam no celular para melhorar educação

Andréia Martins e Carolina Cunha
Do UOL, em São Paulo

O projeto EcoMUVE, da Universidade de Harvard, ajuda crianças do ensino médio a aprender sobre ambiente

  • O projeto EcoMUVE, da Universidade de Harvard, ajuda crianças do ensino médio a aprender sobre ambiente

Nenhum professor gosta de ver seus alunos distraídos durante a aula, atraídos por mensagens, vídeos e redes sociais no celular. No entanto, a imagem do celular como um vilão da educação está ficando para trás. Especialistas em ensino a distância já consideram o celular um aliado da educação por sua facilidade de acesso.

No Brasil, são exemplos de projetos iniciativas como o ProDeaf, aplicativo para celulares Android que traduz tudo o que você escrever ou falar para libras (língua de sinais usada por pessoas surdas e mudas) e ainda a parceria de uma operadora de telefonia celular com o professor Pasquale, que tira dúvidas de português da escola ou do trabalho pelo celular. 

Outras incluem cursos de idiomas e de outras áreas via smartphones, além de projetos pelo mundo como o Nokia Mobile Mathematics, criado na África apoiar o ensino de matemática.

A tendência do mobile learning, ou m-learning, ganha força quando se avalia o número de celulares no mundo: entre 2000 e 2012, ele subiu de um bilhão para seis bilhões. Até o final de 2013, a previsão é de que esse número alcance quase sete bilhões, o que significa que os celulares serão quase o mesmo número de habitantes do mundo, segundo a UIT (União Internacional de Telecomunicações). 

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Projetos usam celular para ampliar acesso à educação pelo mundo14 fotos

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Em 2010, a Unesco lançou um projeto piloto de alfabetização no Paquistão com meninas que vivem na área rural utilizando celulares para complementar as aulas. Diariamente, as alunas recebiam conteúdo pedagógico e realizam pequenas tarefas por SMS, e eram avaliadas depois pelos professores. No final do programa, mais de 60% das garotas conseguiram nota A. Iniciado em Islamabad, o projeto foi expandido para outras cidades Divulgação Unesco

"Precisamos começar a integrá-los no cotidiano escolar. Enquanto instrumento de informação e comunicação, o celular tem o potencial inquestionável de viabilizar o acesso a dados e colocar pessoas em contato", diz Antonio Carlos Xavier, professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) do Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias Educacionais.

Para Gil Giardelli, especialista em inovação digital e professor da ESPM, o celular é hoje objeto inseparável do educador. "Se o educador se posicionar como um curador de conteúdos e enviar materiais que despertam o interesse do aluno no trânsito, nas filas e em seus momentos de micro-tédios, ele consumirá e compartilhará o conteúdo do professor e entraremos na era do fim da aula cronometrada e do espaço concreto, onde alunos aprenderão no seu tempo e espaço".

Exemplos de como os professores podem usar o celular nas aulas não faltam. Desde lembretes de tarefas, sugestões de leituras e de programação cultural, exercícios preparatórios, entre outras dicas que podem ser enviadas por torpedo, como para pesquisas rápidas na internet, consulta a dicionários e a gravação de entrevistas em áudio ou em vídeo feitas pelos alunos com posterior debate das respostas.

Independente da iniciativa, José Manuel Moran, doutor em comunicação pela USP e coordenador de EAD da universidade Anhanguera, aponta que o alto custo e a baixa qualidade da conexão à internet são os principais obstáculos ao m-learning. "O custo do acesso à banda larga ainda é muito caro. A maioria dos dispositivos só pode ser acessada online, as conexões nem sempre favorecem o conteúdo postado, então é preciso um acordo com as companhias de telefonia para que o custo da internet seja mais barata e a conexão melhorada, pelo menos nos projetos em áreas mais pobres".

No Brasil, uso de celular para aprendizagem de idiomas é destaque

No Brasil, o uso do celular ou smartphones como recursos pedagógicos é bastante novo. Além dos exemplos citados no início, Xavier destaca o bom uso que escolas de idiomas vêm fazendo da ferramenta. Muitas operadoras de telefonia já apostam em cursos de idiomas por SMS.

Da UFPE, Xavier cita dois trabalhos que orientou em 2012 onde as pesquisadoras realizaram experimentos com o uso do celular para o ensino de inglês. Em um deles o aluno interagia com um avatar em um aplicativo que simulava situações de viagens para o exterior, e no outro, feito com aprendizes de inglês de uma escola pública do ensino médio, os alunos recebiam tarefas por torpedo, gravavam textos em inglês para testar a pronúncia e realizavam buscas em dicionários "baixados" em aparelhos celulares. 

"Os resultados de ambas as investigações apontaram para um significativo aumento do interesse dos estudantes pela aprendizagem da língua inglesa, quando havia atividades para serem realizadas no e com o celular. Perceberam uma nítida ampliação de vocabulário e melhoria na pronúncia entre os estudantes que participaram das pesquisas", diz o professor.

Para Giardelli¸ o Brasil ainda tem poucos exemplos de projetos envolvendo celular e educação, mesmo existindo demanda para isso. "No Brasil, infelizmente temos um grupo intitulado 'Geração Nem, Nem', que nem estuda, nem trabalha e nem procura emprego. São milhões de jovens hoje entre 14 e 24 anos. Pesquisas indicam que estes jovens já estiveram na sala de aula e abandonaram os estudos. Estou certo de que em um país com mais de 200 milhões de celulares, a tecnologia nos ajudará  a fazer uma revolução educacional".



Escrito por Carlos José Linardi às 10h55
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Estudantes pedem maior transparência para o Enem

30/09/201309h43

São Paulo - Por causa do Enem, a virada de 2011 para 2012 não foi boa para Michael Cerqueira de Oliveira. O estudante de São Paulo, de 19 anos, recorreu à Justiça após descobrir que tivera a redação da prova anulada, o que frustraria seu sonho de entrar na universidade. "Foi uma preocupação. Minha família toda rezava para que desse certo", conta.

Com a ajuda da escola onde cursou o ensino médio, ele entrou com ação individual contra o Inep. O órgão se antecipou à decisão judicial e atendeu ao pedido do jovem, mudando a nota de zero para 880 (em mil) - o primeiro caso conhecido de alteração do resultado. Cerqueira diz, porém, que até hoje não sabe os motivos da anulação.

Para ele, seu caso foi importante para iniciar a jurisprudência sobre o assunto e promover ajustes. "Depois disso houve mudança de regras e aumento do número de corretores", afirma. Apesar do imbróglio, ele não precisou da nota do Enem: ingressou no curso de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas, que adota vestibular próprio.

Já o estudante de Goiânia José Marcos Coelho Júnior, de 20 anos, não teve a mesma sorte. Ele conseguiu liminar favorável à revisão da prova corrigida. O Inep, contudo, se negou a mudar a nota após a reavaliação e Coelho não conseguiu a vaga desejada no curso de Medicina.

Inscrito no Enem pela quinta vez, ele acredita que valem a pena as tentativas judiciais e a mobilização contra erros na prova. "Ainda é preciso fazer com que o Ministério da Educação seja mais transparente", aponta.

Episódios criminais

Além de problemas no edital e critérios de correção, o histórico de fraudes do exame é um capítulo à parte no Judiciário. Em agosto deste ano, o professor Jahilton Motta, do Colégio Christus, foi condenado a 6 anos de reclusão pelo vazamento de questões em 2011. Já a denúncia contra outros quatro acusados - duas representantes do Inep, entre eles - não foi aceita.

Em relação ao furto de provas da gráfica em 2009, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo após tentativa de venda do material à reportagem, a Justiça condenou quatro dos cinco acusados.



Escrito por Carlos José Linardi às 12h09
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