Editor da Editora Letras & Letras


Pasmem! O texto a seguir foi escrito em 1931, a exatos 74 anos, pena  que nada mudou...  Srs. Sarney, COLLOR, Itamar, Fernando Henrique e LULA. 

 

Com a República que se faz para o Brasil, os sucessivos chefes de Estado, ainda que não resultem de nenhuma legítima campanha eleitoral, são, no poder, ostensivos chefes de bando. Podem desprezar qualquer compromisso, não para que se neutralizem dentro da política. Nunca terá havido tão deslavado “autocracísmo” como num presidente da República Brasileira. Gênios, eles poderiam ter realizado o bem que concebessem: ninguém se oporia à vontade que pusessem em ação, Mínimos em tudo que faria a grandeza efetiva de um chefe de Estado, eles gastam o supremo poder, arbítrio miúdo em todas vicissitudes da vida pública, miúdo distribuidor de todas as posições, prepotente réles, para maldades e caprichos mínimos, barreira de poder para o bem, sem mesmo a coragem dos grandes golpes de tirania em caráter.

 

Não se pede a um pobre presidente de democracia o valor de gênio; mas exige-se o dever estrito, no Brasil, de não ser mais tirano, nem mais mesquinho do que esses que se impuseram à Nação por motivo histórico. Em verdade, todos os que, em nome da república, têm fruído o mando supremo, sendo tão despóticos, ou mais, que o nascido para reinar, não tiveram, na maioria dos casos, em um pouco de compostura no despotismo. É que nenhum deles foi feito para governar uma nação.

 

São milhares, que levam até aqui os seus sonhos; são centenas que admitem o sonho em realidade; mas, nem por exceção, haverá um político brasileiro compatível com a legitima liberdade, indispensável atmosfera de um governo digno. Dispersos em tantos andares, formam apenas uma desoladora hierarquia de mandados, sem outras linhas de destaque, além dos coleios com que assaltam as posições de mando. Falta-lhes a disciplina intima, força de caráter – para que, aceito o dever, exalte-se o individuo na glória de ser uma consciência autônoma. Sem outra forma de afirmação além da vaidade do mando, são tão incapazes de livremente respeitar as outras afirmações pessoais como de compreender a necessidade de opinião. Só podem viver honestamente quando subordinados a uma autoridade exterior á própria consciência;si não, desnudam-se no goso brutal do poderio ostensivo, em espojo de besta “descabrestada”. Nem  pressentem o conceito público. Si o temem, quando ainda  não são senhores, não o respeitam quando se vêm potentes, na força que o Estado lhes confere, e, de modo nenhum, convêm com a salutar fiscalização, que a sociedade deve exercer sobre os que governam e administram, Indiferente a influxos de autoridade moral, dão á sanção de lei o valor infame das respectivas penas, e têm, como exclusivo factores de comportamento – o código, a hipocrisia e os instintos rateiros de família.

 Num regime de verdadeiro presidencialismo democrático, o chefe do Governo é probidade lúcida, inspirada nas necessidades nacionais, superiormente discernidas, e que são essas mesmas definidas no respectivo programa. Tem colaboradores de confiança, na gerencia dos negócios públicos, mas essa confiança atende explicitamente as condições  do bem comum – competência, probidade, capacidade de ação, lealdade, e que é, principalmente, para com a própria função. Como é diferente uma tal concepção de presidencialismo em que nos decompomos?... Mandão, nulo para o bem sobre a nação anulada, o chefe  do  Estado Brasileiro é o faz-tudo, tão onipotente como irresponsável, por sobre a horda de apaziguados, voluntariamente vergados, já impróprios a encarar o poder. Faz-tudo, o Presidente, n a onipotência, inclui  a onisciência, em privilegio de alvitre, de tal sorte que, neste Brasil vastíssimo, com centenas de congressistas, senadores, deputados, ministros, governadores, prefeitos, etc., neste Brasil onde tudo está por fazer ninguém tem direito de iniciativas, em nenhum assunto que diga com destino a Nação, e o país continua carecido de toda lúcida providência a não ser a que vem do alvedrio presidencial. Infamando o nome de democracia, vivemos o regime dos abusos de poder, em governo de gozadores, sem possibilidade de contraste nem de correção. E cada vez mais nos degradamos nesse autocracismo, ao fermentar de conchavos que tresandam a ninhos de urubus. Contamos para mais de um século como Nação soberana, sem avançar um milímetro em educação política, no sentido da justiça e da liberdade. Continuamos colônia ontem de Portugal, hoje sabe-se lá de quem, Americanos, Mineiros, Gaúchos, Paulistas, talvez. E chegamos á abatida condição em que nem mais importa quem seja à metrópole, tão certos estamos de que não pode haver domínio mais degradado do que este. Tirania corruptora de irresponsáveis, infecunda pelo transitório dos mande irresponsáveis, infecunda pelo transitório dos mandões, esgotante, pois que são muitos há fartarem-se, o  nosso presidencialismo resume o pior governo,  instável nas pessoas, constante na opressão: arreios que se mudam, chicote que varia. Mero mandonísmo, nem mais aquelas frestas da traição, por onde mudavam, ás vezes, os mandões por ordem do presidente... E, assim a esmo, eles vão usando os termos e os cargos.Si tivessem de vazar a ideologia dessa República de que falam, seria a mesma inconsciência de valores, no vazio, ou na grosseria da inspiração. Nunca, nas pulhices que produzem, se encontrou a indicação de como a política deve fazer esse intermediário – entre o pensamento e a ação coletiva: como levar o governo a interpretar com honestidade e lucidez, necessidades humanas em desenvolvimento de uma tradição localizada; como organizar os quadros próprios  talvez indefinidos ainda;

 

 



Escrito por Carlos José Linardi às 15h22
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como ganhar para a ação política e social, todos esses fatores que a ciência vai especificando... Ora, quando se contempla tanto essa insuficiência, só há, para a visão, o lobrego destino; de uma pátria amesquinhada, , no mundo hoje avassalado pelo capitalismo inexorável e amoral, pátria que só teria por defesa esses dirigentes, prontos a tudo por qualquer lambugem... A própria Nação se defenderá... É de esperar: ma - e a infinita dificuldade de organizar essa defesa, quando por fora e deles, só há desorientados, desiludidos, e a massa informe, que eles deixaram cautelosamente na ignorância essencial? Sim: ao longo de toda política sobre Brasil, o mais constante, condomínio, tem sido o cuidado de não deixar elevar-se o nível mental e humano das gentes. O infalível ínsito lhes dizia e diz que para tanto é necessário uma massa ínfima própria   a suportar mais incapaz e vil dos governos. E tal será, tudo demonstra a continuação  da atual República, pois que as remissões anunciadas são conduzidas por empreiteiros de motins políticos, bernadas, em cujos efeitos ninguém confia, nem os próprios empreiteiros, mal feitores de ontem, turbadores de hoje, e sempre nos mesmos, intuitos. Esvaiu-se toda a confiança da Nação, que já nem sabe definir as suas esperanças. Patenteia-se, no entanto, a convicção de que não há regeneração possível, na continuação disto, que tem sido a classe dirigente do país.

Tal é a significação  da universal indiferença pela política vigente.

Debateram uns poucos, motejam e satirizam muitos, geme a maior parte... mas ninguém pensa em vir para a política - preparar a indispensável remissão de misérias, a não ser os que se candidatam a viver delas. O total é bem aquele mundo verificado em tácito: resignação ungida de cinismo heróico, em fase da  degradação irremediável. Como não ser assim? Chegamos a situação inominável - de uma democracia republicana  -  onde ontem havia centenas de milhares de votos para candidatos que, no mesmo programa, com o mesmo eleitorado, não conseguem conter , nem os sufrágios dos eleitores que protestarem-lhes ter dado votos... os presidentes mudam, mudando ostensivamente  tudo que, sem alterar a tradição, podem mudar, e as sucessivas Câmaras são quase unânimes em contorno da mutabilidade... nas suas centenas de deputados a serviço do presidente, destacam-se, no entanto, em obrigatória oposição, os do Distrito Federal,  única circunscrição,  onde há realidade de eleições, e que, indefectivilmente, consagram a universal execração em que a Nação repudia a política oficial.

Nessa  quase unanimidade, a função suprema do congresso se faz com o apurar o par de ouvidos, a receber as ordens do presidente, e que prontamente se cumprem. Quando o caso é mais sério o mandão supremo, nem confia a missão aos recadeiros: vem o congresso à sala de despachos do Catete, onde tudo se arranja, restando ao recinto da representação nacional a formalidade da função.
Só é lei o que o presidente quer, o presidente que tem, geralmente, a sua maioria até no chamado Supremo Tribunal Federal, para decisão dos casos políticos, pois que nessa pandega república, também se faz política no Supremo.

Desta sorte, desaparecem os ajuntamentos distribuídos em congresso, ninguém o notaria, talvez, ninguém o sentiria, certamente. Um bando de cócoras, a receber solicito os dejetos do alto, tal se simbolizaria a realidade da instituição, em que se codifica a expropriação da Nação brasileira, esbanja em privilégios pelos donos da República. Cada período faz a agravação dos males anteriores: mais filhos a colocar, mais genros a nutrir, na ratazania prolifera... mais automóveis ostensivos no esbanjamento, mais avenidas, onde passeia a fartura... e mais a concordante misséria dos que realmente trabalham, e para que o labor resume degradação remissível, da decadência geral.
Não é exagero falar de decadência: Taine demonstra  que essas quadras de flexidez e aviltamento moral  exprimem a franca decadência. De a tese profunda em toda a Nação Brasileira, a política se fez Caxias, que só não é prostração porque se sintomatiza em grunidos e haustos deglutição. Por ela o Brasil perdeu a hestesia gloriosa - de um povo em marcha pela vida. Num horizonte de pântano podre, toda atividade se reduziu ao espoucar das bolhas em que a mesma podridão envenena os ares. Campo aberto ao canalhismo,   a política Republicana   realiza a existência de uma sociedade de mal feitores, para a exploração de um país condenado à perpetua estupidez. Montureira humana, Montureira sem uberdade, os nossos dirigentes fazem-se como escravos promovidos no servilismo.  " Só o servilismo faz caminho", registrou   Plínio (o velho), quando Roma começou a descer na degradação que a consumiu. Servilismo aberto a todo mal contra a Nação brasileira, eles se abrem, em cloacas desta República, que só pode ter cloacas, tal se produzem as suas obras. Se quiserem evadir-se da torpeza em que vivem, já não o podem, que nelas incluíram a própria alma. Não só apossaram da moral política, mas decência, e lucidez e autonomia, que de outro modo não existiria o grosseiro conluio de trapaças, dessa federação, unida safadagem, tirania, e abjeção. Esses termos parecerão duros... nunca injustos. As palavras são para as idéias, e o espetáculo desta política não pode sugerir outras idéias. Esses termos impõem-se como a própria verdade. Mas, os homens políticos tem qualidades particulares que os elevam... que importa? A inda que se admitia a divisão ou a decomposição do caráter duplicado em - digno nos atos pessoais, infame na vida política; ainda sim: uma classe dirigente tem de ser julgada como valor coletivo na medida dos resultados. Ora, como dirigentes, esses em que se degrada o Brasil, aviltaram-se tanto que nem para o relho podem ser aceitos: seria nobre para eles...


Texto extraído do livro: O Brazil Nação - Manuel Bonfim, ano de 1931 - Livraria Francisco Alves,
Tomo II - págs. 276 a 282.    



Escrito por Carlos José Linardi às 15h21
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